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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) planeja embarcar na próxima semana para um novo giro internacional pela Europa. A viagem, entre 17 e 21 de abril, inclui compromissos na Espanha, na Alemanha e em Portugal, com uma agenda que combina temas políticos e econômicos.
A primeira parada será em Barcelona, onde Lula terá compromissos nos dias 17 e 18. Estão previstas reuniões bilaterais com o primeiro-ministro Pedro Sánchez e a participação em um fórum sobre democracia, que reúne países que enfrentaram ameaças recentes às suas instituições.
Lula durante a chegada à viagem estratégica para países da Ásia, em fevereiro deste ano
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Enquanto o encontro trata da defesa dos regimes democráticos, a Hungria vai às urnas em 12 de abril, em uma eleição que pode encerrar um ciclo de 16 anos do premiê de direita Viktor Orbán. Segundo o texto, o resultado é acompanhado com atenção pelo Palácio do Planalto e pela comunidade internacional, diante de possíveis efeitos no campo da direita global.
Na sequência, Lula segue para Hannover, na Alemanha, onde permanece entre os dias 19 e 20. A previsão é que participe da Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, e tenha encontro com o chanceler Friedrich Merz. A expectativa é de avanço em acordos voltados à indústria e à inovação.
No retorno ao Brasil, em 21 de abril, Lula prevê uma escala em Lisboa. Na capital portuguesa, deve se reunir com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro. O presidente brasileiro não participou da posse do líder português no início do ano por conflito de agenda.
Entre os temas centrais das negociações está o papel dos minerais críticos, em meio à disputa global por terras raras e insumos estratégicos para a indústria de tecnologia e energia limpa. O texto afirma que o Brasil busca se posicionar de forma estratégica na cadeia de valor desses recursos, explorando o potencial nacional e atraindo investimentos.
A agenda ocorre ainda em um cenário de incerteza na relação entre Brasília e Washington. Um encontro entre Lula e o presidente Donald Trump estava previsto para março, mas não se concretizou. As tratativas perderam força enquanto o governo norte-americano eleva a tensão com o Irã, e, nesse contexto, a diplomacia brasileira avalia que a aproximação com países europeus ganha relevância.
Outro ponto citado é a entrada em vigor provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para 1º de maio. O tratado, negociado ao longo de décadas, deve abrir novas frentes comerciais e intensificar o diálogo político entre os dois blocos.