Diante de situação financeira difícil, presidente da Cemig defende privatizá-la

11/06/2019 08:30

Ele participou da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização do Legislativo

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O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Cledorvino Belini, apresentou aos parlamentares mineiros um estudo sobre a dívida bilionária da estatal e afirmou que o caminho mais viável é o da privatização da companhia. Ele participou da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização do Legislativo nessa segunda-feira, 10 de junho. 

(foto: Guilherme Dardanhan/ALMG )

Presidente da Cemig afirmou que o caminho viável para a estatal é a privatização- Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG


Conforme apontado pelo executivo, a dívida da Cemig chega a R$ 6 bilhões, além de pagamentos a cada empregado, que soma R$ 222 mil por ano, ainda a aposentados e pensionistas, que são quase duas vezes mais que os recursos da empresa. O valor alto dos pagamentos de cada empregado (R$ 222 mil/ano), conforme Cledorvino, se deve aos 11 mil inativos, em que planos de saúde para os pensionistas e aposentados são custeados pela Cemig. "Não sei se seria esse o caminho, mas precisam ser feitos investimentos na companhia. Se o Estado tiver condições de fazer esse aporte, tudo bem, se não tiver, eu só vejo outro caminho”, declarou.

Ele disse que o maior desafio é resolver o saldo negativo bilionário (R$ 6 bilhões) e angariar R$ 15 bilhões para investir em postes e infraestrutura. Com isso, o total de aportes financeiros necessários para tirar a Cemig da situação difícil seria de R$ 21 bilhões por parte do governo mineiro, valor que o presidente da Cemig não tem certeza se o estado conseguirá bancar. Ainda de acordo com Cledorvino, a conta de energia elevada no estado é uma das mais caras do Brasil, pois o setor estatal é bem menos eficaz que o privado, pois não há competitividade.

Atualização: 12h15



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