Saiba mais sobre o infarto que vitimou o jornalista Paulo Henrique Amorim

11/07/2019 08:00

Homens acima dos 60 anos com doenças cardíacas lideram os atendimentos hospitalares

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A morte do jornalista Paulo Henrique Amorim, de 76 anos, vítima de infarto fulminante surpreendeu todo o país na quarta-feira, 10 de julho. Apesar de afetar muitas pessoas, a terminologia morte súbita, muito utilizada em casos de falecimento inesperado, na prática não existe, segundo o cardiologista Carlos Alberto Pastore, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas. 

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Problema cardíaco matou o jornalista Paulo Henrique Amorim, que teve um infarto- Foto: Pixabay

É que 50% das pessoas que morrem ‘subitamente’ por causas cardíacas já tinham algum tipo de doença arterial coronariana, sem apresentar nenhum sintoma. Problemas como diabetes, colesterol alto, pressão alta podem culminar em morte por infarto, dependendo do estado das artérias. "Essa história de morte súbita não existe, leva anos para acontecer. Quando você pensa em morte súbita, você pensa que a pessoa não tem nada e morreu”, define o especialista.

Conforme um levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardíacas chegam a atingir, por ano, mais de 300 mil vítimas e homens acima dos 60 anos lideram os atendimentos hospitalares. No inverno, há uma predisposição maior para que os infartos ocorram, pois "os vasos ficam mais constritos pela temperatura, as pessoas exageram mais em comida e bebida e fazem menos exercícios”. Segundo o médico, estresse, ansiedade e tensão também favorecem o problema.

Para prevenir, é necessário que a pessoa tenha uma vida saudável, com exercícios físicos, alimentação balanceada e sem tabagismo. Mas ainda assim, é preciso ficar atento e fazer exames cardiológicos e de sangue para aqueles que já têm histórico familiar de doenças cardíacas, pois, muitos magros estão com colesterol alto, por predisposição genética. 

Atualizada às 9h20
 



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