Greve de servidores do INSS por melhores salários paralisa serviços em todo o país

Movimento grevista se intensifica com previsão de greve por tempo indeterminado na próxima semana

Por Plox

11/07/2024 08h22 - Atualizado há 8 dias

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciaram uma greve nacional nesta quarta-feira (10), reivindicando um reajuste salarial. A paralisação inclui tanto os trabalhadores presenciais quanto os que atuam em home office, e está sendo organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP).

Impacto nos serviços do INSS

A greve está afetando a análise da concessão de benefícios como aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimento presencial (exceto perícia médica), e a análise de recursos e revisões de pensões e aposentadorias. Mesmo após várias rodadas de negociação com o governo federal, não houve consenso sobre o reajuste salarial da categoria, levando à paralisação.

Previdência Social Foto: Instituto Nacional do Seguro Social

Reunião do comando de greve

O SINSSP aprovou a criação de um comando de greve, que se reunirá pela primeira vez na próxima sexta-feira (12) para discutir os próximos passos do movimento. Atualmente, o INSS conta com 19 mil servidores ativos, sendo 15 mil técnicos e 4 mil analistas, com 50% dos servidores ainda em regime de home office.

Greve por tempo indeterminado

Os servidores planejam iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (16). A Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) já comunicou o movimento à ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, e ao presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. A decisão foi tomada após a entidade considerar insuficientes os avanços nas negociações com o governo.

Críticas à proposta do governo

A proposta apresentada pelo governo foi criticada por não cobrir as perdas salariais da categoria, que superam 53% no último período. Além disso, o governo é acusado de não cumprir o acordo da greve de 2022 e de piorar a situação com o alongamento da carreira de 17 para 20 níveis e a criação de uma gratificação de atividade.

Pressão adicional com a Instrução Normativa 24

A Fenasps destacou que o prazo para o INSS se adequar à Instrução Normativa 24 (IN24) termina no dia 31 de julho. Esta normativa transforma os atuais programas de Gestão em Programas de Gestão e Desempenho, aumentando a pressão para o cumprimento de metas. O descumprimento dessas metas pode resultar em desconto salarial e abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os servidores.

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