CBF e clubes aprovam regras para reduzir paralisações no futebol brasileiro

Medidas passam a valer na 23ª rodada do Brasileirão e também serão aplicadas na Copa do Brasil e no Brasileirão Feminino A1.

11/08/2026 às 09:31 por Redação Plox

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram um novo pacote de regras de arbitragem para reduzir a perda de tempo e aumentar o período de bola rolando nas partidas. As mudanças entram em vigor já na 23ª rodada do Campeonato Brasileiro e também serão adotadas em outras competições organizadas pela entidade, como a Copa do Brasil e o Brasileirão Feminino A1


Brasileirão terá novas regras contra cera já na 23ª rodada; veja o que muda.

Foto: Divulgação/Luciana Vermell/CBF


A decisão foi tomada durante reunião realizada nessa segunda-feira (10), no Rio de Janeiro. Grande parte das medidas segue procedimentos utilizados na Copa do Mundo de 2026 e normas discutidas pela International Football Association Board (IFAB).

Cobranças e substituições terão contagem de tempo

Entre as principais alterações está o limite para cobranças consideradas deliberadamente demoradas. No lateral, o árbitro poderá iniciar uma contagem visual de cinco segundos; se a cobrança não ocorrer, a posse será revertida. No tiro de meta, o atraso depois da contagem poderá resultar em escanteio para o adversário. O goleiro também terá limite de oito segundos para permanecer com a bola nas mãos. 


Presidente da CBF, Samir Xaud, destacou que estas mudanças precisam ser feitas em concordância entre os protagonistas do futebol brasileiro.

Foto: Divulgação/Luciana Vermell/CBF


Nas substituições, o jogador terá dez segundos para deixar o campo pelo ponto mais próximo. Caso atrase deliberadamente a saída, o atleta que entraria poderá ser obrigado a esperar um minuto antes de participar da partida, deixando temporariamente a equipe com um jogador a menos


Gustavo Dias Henrique, vice-presidente da CBF, destacou que a paciência é um componente fundamental para que os avanços se concretizem.

Foto: Divulgação/Luciana Vermell/CBF


Outra mudança envolve o atendimento médico. O jogador atendido no gramado deverá permanecer fora por pelo menos um minuto antes de retornar. Se o atendimento for solicitado pelo goleiro, um jogador de linha da mesma equipe ficará fora pelo mesmo período, medida criada para desestimular paralisações usadas como forma de retardar o jogo.

Capitão ganha papel maior e VAR terá atuação ampliada

O protocolo também prevê que o capitão seja o principal interlocutor da equipe com o árbitro em situações de reclamação. Quando houver aglomeração de atletas ao redor da arbitragem, o juiz poderá determinar que os demais se afastem, com possibilidade de cartão amarelo em caso de descumprimento. 


Objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, afirmou Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF.

Foto: Divulgação/Luciana Vermell/CBF


Outra norma aprovada prevê cartão vermelho para jogador, reserva ou atleta já substituído que cubra intencionalmente a boca ao se dirigir a um adversário de maneira provocativa, depreciativa ou inflamatória. O procedimento ficou conhecido como “Lei Vini Jr.”. O VAR também poderá corrigir a aplicação equivocada de um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. Já a possibilidade de revisão de determinados escanteios concedidos incorretamente ficou para 2027.

A CBF apresentou aos clubes levantamento da Opta Stats Perform segundo o qual a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando até a pausa para a Copa do Mundo. Com o pacote, a entidade pretende aproximar o futebol brasileiro de patamares maiores de tempo efetivo de jogo.

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