Globo demite funcionário que chamou menino de "imbecil" por desfilar com Bolsonaro

11/09/2019 09:30

A informação da demissão é da jornalista Mônica Bergamo

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A Globo demitiu o funcionário que fez um comentário maldoso usando a conta do G1, em que chamou um menino de 9 anos de “imbecil”, por desfilar o 7 de setembro com o presidente Jair Bolsonaro. O menino Ivo Cesar Gonzalez foi chamado pelo presidente a entrar no carro oficial.

O G1 publicou uma matéria sobre o assunto, em que Ivo afirmava que o desfile havia sido o "melhor de todos" e a divulgou na rede social do portal de notícias. Entre os comentários, aparecia um que teria sido feito pelo próprio G1: “Moleque imbecil. Vai se alfabetizar”, dizia.

Ivo

Após a repercussão negativa, post foi deletado pelo portal-Foto: Print de tela/Facebook

A informação sobre a demissão do funcionário que teria feito o comentário é da jornalista Mônica Bergamo. Segundo a colunista, a emissora não fala oficialmente do assunto, porém, “fontes que acompanham o caso disseram que o comentário foi feito de forma irregular, usando indevidamente a conta do G1, sem conhecimento dos editores”.

No dia em que aconteceu a repercussão negativa do caso, o portal publicou uma nota, onde dizia: “A conta do G1 no Facebook foi indevidamente utilizada para um comentário ofensivo em um post sobre o menino que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro no desfile de 7/9. O G1 repudia o uso de sua conta e anuncia que vai investigar o ocorrido e tomar as medidas cabíveis”. Após o ocorrido, o post foi deletado, mas muitas pessoas fizeram print e o assunto esteve entre os mais comentados no Twitter, onde foi levantada a hashtag "Globo Imbecil".

desfile

Foto: Divulgação

Nota de repúdio

O Movimento Advogados do Brasil publicou uma nota de repúdio ao ataque e se colocou à disposição da família do menino. “O Movimento, que conta com mais de 5 mil advogados, se coloca à disposição da família do garoto para ajudar juridicamente, de forma gratuita, na reparação do dano moral sofrido, caso a família entenda necessário”, dizia o comunicado.
 


 



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