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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta sexta-feira (11/10) a compra de um novo avião presidencial, além de outras aeronaves destinadas ao uso de ministros de Estado. A decisão vem após um incidente no México, onde o motor da aeronave presidencial apresentou falhas, forçando o avião a voar em círculos por mais de cinco horas. Lula destacou que o objetivo da compra não é um benefício pessoal, mas sim uma medida de segurança para todos os futuros ocupantes da Presidência e demais autoridades.
Justificativa do presidente e incidente no México
Em entrevista à Rádio CBN de Fortaleza, Lula descreveu o incidente ocorrido durante o voo, onde um dos motores do Airbus A-319 falhou, exigindo manobras prolongadas para o retorno seguro. O presidente aproveitou o episódio para reforçar a necessidade de renovação da frota. “Desse problema nós tiramos uma lição: nós vamos comprar não apenas um avião, mas é preciso comprar alguns aviões", afirmou Lula, explicando que a compra visa evitar surpresas em situações semelhantes no futuro.
Plano para aquisição e troca do Aerolula
Lula informou que pediu ao ministro da Defesa, José Múcio, a elaboração de um plano para a compra dos novos aviões, tanto para o uso presidencial quanto para os ministros. Segundo ele, é fundamental que as autoridades brasileiras possam desempenhar suas funções sem ficarem limitadas a Brasília. "A gente não governa o Brasil com os ministros coçando lá em Brasília", disse o presidente, em uma crítica ao atual sistema de transporte governamental.
A substituição do atual avião presidencial, apelidado de Aerolula e em uso há 18 anos, é outra prioridade de Lula. O Airbus A-319 foi adquirido durante o primeiro mandato do petista e, segundo ele, apresenta limitações de espaço, autonomia de voo e condição geral. Uma das opções consideradas era a adaptação de um Airbus A-330 da Força Aérea Brasileira (FAB), mas a ideia foi questionada pela oposição, que acionou a Justiça para obter detalhes sobre o estudo de viabilidade. O custo estimado para a operação seria de R$ 400 milhões.

Embora a proposta tenha recebido críticas, principalmente da oposição, Lula rebateu as acusações, afirmando que o avião presidencial não é uma questão pessoal. "Um avião para o presidente da República não é um avião para o Lula, ou para o Fernando Henrique Cardoso, ou para o (Jair) Bolsonaro, ou para quem for o presidente. Não. O avião para o presidente da República é para a instituição da Presidência da República, quem quer que seja eleito presidente", explicou. Ele também ressaltou que, ao comprar o Airbus A-319 em seu primeiro mandato, optou pela menor e mais barata opção, mas agora, aos 79 anos, acredita que a segurança e o respeito à instituição presidencial devem prevalecer.
O susto e a "brincadeira estúpida" durante o voo
Durante a entrevista, Lula também compartilhou detalhes sobre o susto que passou no voo. Ele mencionou que já havia enfrentado outros problemas em viagens anteriores, como pousos sem flaps e até fogo nos pneus, mas que a falha no motor foi um evento sem precedentes para ele. O presidente relatou que já havia notado um barulho estranho durante a decolagem, mas o problema se agravou quando a aeronave já estava no ar. “Houve um estrondo e tremor”, lembrou.
Mesmo em meio à tensão, Lula procurou manter a calma e até fez uma piada com os passageiros, incluindo o indicado à presidência do Banco Central, Gabriel Galípolo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, quatro ministros e duas senadoras. "Até fiz uma brincadeira estúpida, dizendo que era preciso comer, porque a gente não sabia se ia ter comida no céu", contou. O presidente afirmou que todos a bordo tiveram tempo de “repensar suas vidas” antes de o avião pousar em segurança.
Próximos passos para a renovação da frota
A expectativa é que os estudos para a substituição do Aerolula sejam concluídos até o final de 2023. A compra de novas aeronaves tem o intuito de garantir que as autoridades brasileiras possam desempenhar suas funções com segurança e eficiência, sem correr riscos desnecessários durante suas viagens oficiais.