Relacionamentos no trabalho: pesquisa revela alta incidência e desafios

Estudos nos EUA e Brasil mostram prevalência de romances entre colegas e os complexos aspectos envolvidos

Por Plox

12/01/2024 10h14 - Atualizado há 5 meses

Uma pesquisa recente conduzida nos Estados Unidos pela Sociedade para Gestão de Recursos Humanos (SHRM) indica que aproximadamente 80% dos trabalhadores entrevistados já tiveram ou estão em um relacionamento amoroso com colegas de profissão. O estudo, que também revelou que 10% dos trabalhadores tiveram envolvimento com subordinados e 18% com superiores, ressalta a frequência desses relacionamentos no ambiente de trabalho. Essa tendência é corroborada por outra pesquisa de 2021 do site Zety, especializado em carreira profissional, onde 89% dos profissionais admitiram sentir atração por colegas de trabalho, 78% consideraram namorá-los e 58% efetivamente vivenciaram essa experiência.

 

Questões Culturais e Legais

No Brasil, não há leis federais que proíbam relacionamentos amorosos no trabalho, mas empresas podem impor suas próprias regras. Selhe Moreira, psicóloga clínica e terapeuta de casais, destaca o preconceito e os tabus que ainda cercam essas relações. Ela ressalta que, dependendo da área, como em setores com informações confidenciais, tais relacionamentos podem gerar complicações, como vazamentos de dados ou facilitação de assédio, especialmente quando há hierarquia envolvida. Karina Vilaça, conselheira amorosa, aponta que as preocupações se estendem a questões de profissionalismo e possíveis conflitos de interesse, observando que as relações pessoais influenciam a dinâmica no trabalho, sejam elas amorosas ou de amizade.

 

Desafios de Namorar no Ambiente de Trabalho

Selhe Moreira comenta sobre as dificuldades que podem surgir ao namorar um colega de trabalho, como a necessidade de separar os aspectos profissionais dos pessoais e a convivência intensa, que pode ser prejudicial. Ela observa que relacionamentos competitivos podem se tornar ainda mais desafiadores nesse contexto. Moreira também aborda a importância de refletir sobre a própria autonomia e valores, diante das opiniões alheias e preconceitos. Segundo ela, é essencial que o relacionamento faça sentido para os envolvidos, independentemente do julgamento externo.

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