Carlos Bolsonaro relata piora de saúde de Jair Bolsonaro e novo pedido de prisão domiciliar ao STF
Vereador diz que ex-presidente preso enfrenta crises de soluço, vômitos e abalo psicológico, atribui quadro a sequelas da facada de 2018 e critica condenações que somam 27 anos de prisão
12/01/2026 às 10:32por Redação Plox
12/01/2026 às 10:32
— por Redação Plox
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O ex-vereador Carlos Bolsonaro relatou neste domingo (11) uma piora no estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso. Segundo ele, o médico responsável foi chamado à unidade prisional após o agravamento de crises de soluço, que teriam evoluído para azia constante, dificuldade de alimentação e de sono.
Jair Bolsonaro
Foto: PR/Alan Santos
Em publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que o pai também apresenta forte abalo psicológico, quadro que, de acordo com o relato, seria agravado pelo fato de Bolsonaro permanecer sozinho na cela. Ele informou ainda que, no fim de semana, a defesa protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal (STF), que, até o momento da manifestação, não havia sido analisado.
Relato sobre crises e pedido ao STF
No texto divulgado, Carlos Bolsonaro descreve a convocação do médico à prisão e associa o atual quadro de vômitos e mal-estar às sequelas da facada sofrida por Jair Bolsonaro em 2018. Ele também menciona que uma foto teria sido anexada à publicação para ilustrar a situação clínica do ex-presidente.
O médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir. É perceptível, ainda, o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária.
Carlos Bolsonaro
Carlos afirmou que a defesa de Jair Bolsonaro apresentou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária ao STF e lamentou o fato de o requerimento ainda não ter sido apreciado. No texto, ele registra que a imagem associada à publicação mostraria o ex-presidente em “intermináveis crises de vômito”, que atribui às consequências do episódio de 2018.
Lista das condenações contestadas pela defesa
Na mesma manifestação, Carlos Bolsonaro elenca os crimes pelos quais o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão e classifica as decisões como injustas. Ele destaca que Jair Bolsonaro foi sentenciado por destruição de patrimônio e destruição de patrimônio tombado, além de organização criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Carlos sustenta que Jair Bolsonaro estava em Orlando, nos Estados Unidos, em 8 de janeiro de 2023, e não presente na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Na avaliação dele, isso afastaria a participação do pai nos atos que resultaram nos danos aos prédios públicos. Ele menciona o princípio da individualização da pena no Direito Penal e afirma que, mesmo assim, o ex-presidente teria sido condenado injustamente nesses dois primeiros crimes.
Questionamentos sobre organização armada e golpe
O ex-vereador também contesta a condenação por organização criminosa armada. Segundo o relato, no dia 8 de janeiro não teriam sido apreendidas armas, o que, na visão dele, afastaria o caráter de movimento armado. Carlos argumenta que se tratou de uma manifestação que saiu do controle em razão da atuação de parte dos participantes, sem liderança ou direção de Jair Bolsonaro.
Ele questiona ainda as condenações por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, alegando que não houve ato executório de golpe e que não se “dá golpe” em um domingo, contra prédios públicos vazios. Carlos afirma que, inicialmente, os investigados teriam sido responsabilizados com base em uma tese de “crime de multidão”, sem liderança definida, e que, posteriormente, Bolsonaro acabou enquadrado como líder dos fatos, mesmo estando fora do país naquela data.
Foto: Redes sociais
Na avaliação dele, as decisões configuram perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito e resultam em mais uma sequência de condenações consideradas injustas pela família e pela defesa do ex-presidente.