Triplamente qualificado: mulher que atropelou namorado e amiga vira ré
Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, vira ré por duplo homicídio triplamente qualificado por atropelar e matar o namorado Raphael Canuto Costa e a amiga dele, Joyce Correa da Silva, no Campo Limpo; juíza mantém prisão preventiva
12/01/2026 às 11:33por Redação Plox
12/01/2026 às 11:33
— por Redação Plox
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A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público contra Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, que se tornou ré por atropelar e matar o próprio namorado e uma amiga dele no Campo Limpo, zona sul da capital, em 29 de dezembro. Ela vai responder por duplo homicídio triplamente qualificado e continuará presa preventivamente.
A jovem Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, que atropelou e matou namorado durante crise de ciúmes, vai permanecer presa preventivamente.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Na decisão, a juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri da capital, determinou a manutenção da prisão. Geovanna foi detida em flagrante logo após o ocorrido e, na audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva.
Acusação aponta motivo torpe e meio cruel
Ao apresentar a denúncia em 8 de janeiro, a promotora Daniela Romanelli da Silva descreveu que Geovanna teria agido por ciúme intenso e que as vítimas foram atropeladas de forma violenta, sem possibilidade de defesa.
O crime foi praticado por motivo torpe, eis que em razão de ciúme doentio da acusada em relação ao seu namorado, a vítima Raphael. O crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que elas foram colhidas de surpresa, não puderam supor que seriam perseguidas e brutalmente atropeladas, quando resolveram dar uma volta de motocicleta. O meio utilizado foi cruel, ante a violência do abalroamento e a dilaceração dos corpos.
Daniela Romanelli da Silva
A promotora pediu ainda que, em caso de condenação, seja fixado pagamento de R$ 100 mil por vítima, “para início de reparação dos danos causados pela infração”.
Mensagem ameaçadora antes do atropelamento
Momentos antes de atropelar o namorado, Raphael Canuto Costa, Geovanna enviou a ele uma mensagem de WhatsApp com tom de ameaça: “Ou você resolve ou eu resolvo”. Naquele momento, Raphael recebia amigos em casa para um churrasco, e a presença de mulheres no local teria provocado o ciúme da jovem.
Geovanna foi até o imóvel acompanhada da madrasta e discutiu com o namorado. Raphael teria segurado a jovem no corredor para evitar que ela entrasse na casa e brigasse com as convidadas. Diante da insistência da namorada, ele saiu de moto para “dar uma volta” e, em uma adega próxima, encontrou a amiga Joyce Correa da Silva, a quem convidou para acompanhá-lo na motocicleta.
A jovem e a madrasta entraram no carro e passaram a seguir o rapaz em alta velocidade. Ao avistar Raphael na moto com outra mulher na garupa, Geovanna provocou a colisão que matou Raphael e Joyce e deixou um homem ferido.
Câmeras registram o momento da colisão
Uma câmera de segurança registrou o instante em que o carro dirigido por Geovanna atinge, em alta velocidade, a motocicleta conduzida por Raphael. As imagens mostram o impacto direto contra o veículo em que estavam o casal de amigos.
Ao oferecer denúncia contra Geovanna, em 8 de janeiro, a promotora Daniela Romanelli da Silva disse que Geovanna agiu por “ciúme doentio” e que as vítimas foram “brutalmente atropeladas” e “não puderam supor que seriam perseguidas”.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Defesa apresenta laudos sobre depressão
Geovanna apresentou à polícia laudos médicos para tentar comprovar que sofre de depressão e está em acompanhamento psiquiátrico. Os documentos indicam que ela chegou a solicitar auxílio por incapacidade temporária ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
No relatório de perícia realizado em 7 de novembro para tentar obter o benefício, o médico do trabalho Vinício Caio Baptista Rossi registrou que a jovem apresentava “ideação suicida” e fazia uso de medicamentos controlados.
Segundo o laudo, a paciente tem histórico de depressão desde os 15 anos e iniciou uma crise em julho de 2025, com difícil controle e ideação suicida, permanecendo em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo. O documento indica ainda afastamento médico de dois meses, entre 23 de outubro e 21 de dezembro.