Pesquisa revela diferença de até 235% em material escolar na Grande BH para 2026

Levantamento do site Mercado Mineiro mostra grandes variações nos preços de itens como caneta Bic, papel cartão e cadernos entre papelarias de Belo Horizonte e Região Metropolitana, além de reajustes de até 16% em comparação a 2025.

12/01/2026 às 10:10 por Redação Plox

Itens idênticos de material escolar podem custar quase o triplo, a depender da papelaria escolhida em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. É o que mostra o primeiro levantamento de preços para o ano letivo de 2026, realizado pelo site Mercado Mineiro, que aponta diferença de até 235% no valor de um mesmo produto.

A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 10 de janeiro, com consulta a 78 itens em 11 estabelecimentos comerciais, e divulgada nesta segunda-feira (12).

Material escolar

Material escolar

Foto: Agência Brasil


Caneta e papel cartão lideram disparada de preços

A maior variação encontrada foi na caneta esferográfica de ponta média da marca Bic. O produto apresentou diferença de 235% entre o menor e o maior preço, custando de R$ 1,00 a R$ 3,35.

Outro item com grande desigualdade é o papel cartão genérico (48 x 60 cm), que pode ser encontrado de R$ 2,10 até R$ 5,90 — uma variação de 181%.

Cadernos exigem atenção redobrada

Os cadernos também merecem cuidado na hora da compra. O caderno universitário genérico de 96 folhas registrou variação de 34%, com preços entre R$ 11,90 e R$ 15,90.

Já o caderno brochurão genérico de 60 folhas pode custar de R$ 6,90 a R$ 13,90, o que representa uma diferença de 101%.

Entre os cadernos licenciados de 60 folhas das marcas Tilibra, Norma ou Foroni, a variação foi menor, mas ainda relevante: 56%.

Produtos mais caros em 2026

Segundo o pesquisador Feliciano, alguns itens ficaram mais caros em comparação com o início de 2025.

Comparando os preços médios com exatamente um ano atrás, alguns itens subiram cerca de 5%, como o pincel atômico. Ele passou de R$ 6,43 para R$ 6,75 – diretor do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu

De acordo com ele, o maior aumento isolado foi o da caneta esferográfica Bic, cujo preço médio passou de R$ 1,48 para R$ 1,72, alta de 16% em um ano.

O apontador simples de metal genérico também registrou avanço expressivo: subiu de R$ 4,35 para R$ 4,91, um reajuste de 12,93%.

O papel cartão e o caderno universitário licenciado ficaram mais caros, com aumentos de 10,34% e 5,06%, respectivamente.

Queda no preço de alguns itens

Nem todos os produtos tiveram alta. O caderno brochurão licenciado de 60 folhas teve redução de 4,72% no preço médio, passando de R$ 10,90 para R$ 10,39.

A tinta guache das marcas Faber-Castell ou Acrilex também ficou mais barata, com queda de 4,19% no valor médio.

A pesquisa completa, com os preços detalhados dos produtos, está disponível no site do Mercado Mineiro, onde é possível comparar valores e planejar melhor os gastos com a volta às aulas.

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