Michelle Bolsonaro cancela viagem aos EUA após operação da PF contra ex-presidente
Senadora Damares Alves expressa lamento pela ausência da ex-primeira-dama em evento nos Estados Unidos
12/02/2024 às 17:41por Redação Plox
12/02/2024 às 17:41
— por Redação Plox
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Em decorrência da operação da Polícia Federal (PF) direcionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, cancelou sua ida a um evento conservador nos Estados Unidos, que contaria com a presença da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A operação, intitulada Tempus Veritatis, investiga ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado e à subversão do Estado Democrático de Direito, tendo como um dos resultados a apreensão do passaporte de Bolsonaro para impedir sua saída do país.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A senadora Damares Alves, que já se encontra em Miami para o evento "Mulheres Protagonistas", comentou sobre a situação em sua rede social, destacando a importância do fortalecimento do movimento conservador tanto no Brasil quanto no exterior, especialmente diante dos desafios enfrentados pelo Distrito Federal.
O cancelamento afeta a agenda planejada de Michelle Bolsonaro e Damares Alves, que incluía visitas e palestras em diversas igrejas evangélicas nas cidades de Orlando, Pompano Beach, Atlanta e Boston, entre os dias 12 e 16 de fevereiro.
Detalhes da operação Tempus Veritatis
A operação Tempus Veritatis, deflagrada na última quinta-feira, foca em desvendar uma suposta tentativa de golpe de Estado com o objetivo de manter Bolsonaro no poder. Documentos e conversas revelados pela PF indicam planos de ação contra o sistema democrático, envolvendo ordens de prisão para figuras chave do Judiciário e do Legislativo, além de um monitoramento detalhado de movimentações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A reunião capturada em vídeo no computador de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é descrita como um momento de articulação de uma "dinâmica golpista" pela PF, com declarações preocupantes sobre a necessidade de agir antes das eleições para evitar o avanço de "atos antidemocráticos".
Ações e prisões no âmbito da operação
A operação resultou na execução de 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares em diversos estados, incluindo Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Entre os alvos das ações estão ex-assessores do governo Bolsonaro, como Filipe Martins e o coronel Marcelo Câmara, e outras figuras militares e civis, acusadas de contribuir para os planos de desestabilização democrática.
A investigação da PF também enfatiza a divisão do grupo investigado em núcleos dedicados à disseminação de teorias de fraude eleitoral e à execução de ações visando um golpe de Estado com apoio militar, delineando uma estratégia que mistura desinformação e planos de intervenção direta nas instituições democráticas do país.