Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar após laudo médico da PF
Advogados afirmam que ex-presidente precisa de acompanhamento contínuo; perícia aponta multimorbidade, mas registra estabilidade clínica e dispensa internação
12/02/2026 às 10:31por Redação Plox
12/02/2026 às 10:31
— por Redação Plox
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a pena seja cumprida em prisão domiciliar, após a Polícia Federal encaminhar um laudo sobre o estado de saúde do político.
Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar após laudo da PF
Foto: Agência Brasil
Laudo aponta doenças crônicas e necessidade de acompanhamento
Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. De acordo com os advogados, o documento produzido pelos peritos indica necessidade de controle e acompanhamento médico contínuo.
No pedido, a defesa destaca que o laudo confirma um quadro de multimorbidade grave, formado por doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes, alterações funcionais e interação entre medicamentos, com potencial aumento de riscos clínicos considerados de elevada gravidade.
Problemas de saúde descritos no documento
Entre as condições de saúde apontadas, estão obesidade clínica, aterosclerose com placas nas artérias carótidas, hipertensão controlada com remédios e apneia obstrutiva do sono em grau grave, tratada com uso de aparelho CPAP.
O laudo também registra refluxo gastroesofágico com inflamação no esôfago e sequelas de múltiplas cirurgias abdominais, associadas a risco de dor e de obstrução intestinal.
Conclusão da PF sobre o cumprimento da pena
O documento da Polícia Federal avaliou diagnósticos, riscos clínicos e as condições necessárias para o cumprimento da pena em ambiente prisional, levando em conta o quadro geral de saúde do ex-presidente.
Segundo os peritos, Bolsonaro apresenta estabilidade clínica, com doenças crônicas sob controle por meio de medicação e acompanhamento médico. A PF concluiu que a situação atual não exige internação hospitalar nem transferência para hospital penitenciário.