Novo estudo questiona versão oficial e sugere homicídio na morte de Kurt Cobain
Estudo publicado em revista de ciência forense questiona elementos da cena e achados da autópsia, enquanto legista do Condado de King mantém conclusão de suicídio
12/02/2026 às 10:31por Redação Plox
12/02/2026 às 10:31
— por Redação Plox
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A morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, encontrada em 5 de abril de 1994, aos 27 anos, em sua residência em Seattle, pode ganhar nova reviravolta. Um grupo independente de peritos afirma ter identificado falhas e lacunas na investigação original que, segundo eles, abririam espaço para a hipótese de homicídio. Na época, o Gabinete do Médico Legista do Condado de King concluiu que o artista tirou a própria vida com um disparo de espingarda Remington Modelo 11, calibre 20.
Nova análise privada contesta laudo oficial e aponta possível homicídio na morte de Kurt Cobain
Foto: Reprodução
O novo estudo, publicado no International Journal of Forensic Science após revisão técnica, aponta que certos dados médicos e circunstanciais não estariam alinhados com um quadro de morte instantânea provocada por arma de fogo.
Detalhes da cena e questionamentos da equipe
Entre as observações destacadas pelos pesquisadores está o fato de que as mangas da camisa de Cobain estavam dobradas e de que um kit contendo heroína foi encontrado a alguns metros do corpo. No estojo, havia seringas tampadas, cotonetes e fragmentos de heroína preta com dimensões semelhantes.
Supõe-se que devamos acreditar que ele fechou as agulhas e colocou tudo de volta em ordem depois de se injetar três vezes, porque é isso que alguém faz enquanto está morrendo. Suicídios são complicados, e esta foi uma cena muito limpa
Michelle Wilkins
Durante a investigação conduzida nos anos 1990, a polícia informou que Cobain teria aplicado em si uma dose de heroína cerca de dez vezes maior do que a consumida, em média, até por usuários frequentes da substância.
Achados da autópsia e nova interpretação
O laudo de autópsia registrou líquido nos pulmões, sangramento ocular e lesões no cérebro e no fígado. Para os autores do novo relatório, esses achados não seriam típicos de casos de morte imediata por disparo de espingarda, mas poderiam ocorrer em situações de overdose, marcadas por respiração lenta e redução da circulação sanguínea.
De acordo com o grupo, o sangramento nos olhos e os danos em órgãos indicariam falta de oxigenação antes do tiro fatal. Eles observam ainda que, em mortes provocadas por disparo na cabeça, é comum haver sangue nas vias respiratórias — detalhe que, segundo apontam, não aparece descrito no documento original.
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Foto: Divulgação
Possível incapacidade antes do disparo
Outro ponto levantado é o possível não comprometimento do tronco encefálico, estrutura responsável pelo controle da respiração. O relatório também sustenta que a posição do braço de Cobain não evidenciava a rigidez normalmente associada a lesões severas nessa região.
Na avaliação dos pesquisadores, o conjunto desses elementos pode sugerir que o músico já estaria fisicamente incapacitado antes do disparo que o matou.
Posicionamento do médico legista
O Gabinete do Médico Legista do Condado de King reafirmou que realizou uma autópsia completa em 1994 e manteve a causa da morte oficialmente classificada como suicídio. O órgão declarou que pode reavaliar o caso diante de novas evidências relevantes, mas informou que, até o momento, não recebeu qualquer material que justifique a reabertura da investigação.