Ao vivo no SBT, Ratinho faz declarações contra Erika Hilton e diz que deputada trans “não é mulher”

Falas do apresentador foram classificadas por parte do público como transfóbicas e ocorreram um dia após a parlamentar (PSOL-SP) ser escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara

12/03/2026 às 07:49 por Redação Plox

Declarações do apresentador Ratinho, feitas ao vivo no SBT, geraram forte reação nas redes sociais e na imprensa após ele dizer que a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), recém-eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara, “não é mulher”. As falas passaram a ser classificadas como transfóbicas por parte do público e ocorreram um dia depois da escolha da parlamentar para comandar o colegiado.

Declaração foi feita durante o programa ao vivo

Declaração foi feita durante o programa ao vivo

Foto: Reprodução/SBT


Declarações ao vivo no SBT

Durante o programa exibido na quarta-feira (11/03/2026), Ratinho criticou o fato de Erika Hilton, uma mulher trans, ter sido escolhida para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Segundo relato citado pelo portal Terra, o apresentador afirmou que “mulher para ser mulher” teria de cumprir critérios biológicos, como ter útero e menstruar, e questionou se a parlamentar seria “deputada ou deputado”.

O Terra também informou que o SBT foi procurado para comentar as declarações, mas a emissora ainda não havia se manifestado até o momento da publicação.

Eleição de Erika Hilton na Câmara

No plano institucional, a Câmara dos Deputados registrou oficialmente que Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em 11/03/2026, em votação descrita como “polêmica” em notícia publicada no portal oficial da Casa.

A CNN Brasil noticiou a mesma eleição, contextualizando o discurso da deputada após o resultado e a agenda de prioridades do colegiado para o ano.

De acordo com o Terra, diante da repercussão do episódio no SBT, Erika Hilton publicou mensagem em rede social comemorando a conquista e indicando que não daria centralidade às falas ofensivas, reforçando que o marco do dia seria a eleição para a presidência da comissão, e não os ataques.

Repercussão e efeitos políticos

Repercussão imediata: as declarações de Ratinho, feitas em TV aberta e em um programa de grande audiência, tendem a aumentar a pressão pública por um posicionamento do SBT e por possíveis medidas internas da emissora.

Efeito político: a controvérsia acontece no início dos trabalhos da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em 2026 e pode influenciar o clima de debates, além de mobilizar bancadas e movimentos sociais em torno da presidência do colegiado, agora sob comando de Erika Hilton.

Debate sobre discurso de ódio: o caso reforça a discussão sobre transfobia em espaços de mídia e sobre os limites de manifestações públicas envolvendo identidade de gênero, especialmente quando direcionadas a autoridades eleitas.

Próximos desdobramentos

Posicionamento do SBT: até o momento citado pelo Terra, a emissora não havia comentado o episódio. Novos passos dependem de eventual nota oficial ou manifestação pública.

Medidas legais e representações: nas fontes mencionadas, não há confirmação de que Erika Hilton tenha anunciado ação judicial específica contra Ratinho por esse caso. A informação segue descrita como ainda em apuração e precisa ser checada em documentos, assessorias e registros oficiais.

Atuação da Comissão na Câmara: com a eleição de Erika Hilton formalizada em 11/03/2026, a pauta e as primeiras deliberações da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher indicarão como a nova presidência pretende conduzir prioridades, audiências públicas e negociações políticas ao longo do ano.



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