Erika Hilton diz que vai processar Ratinho e SBT por transfobia após falas no programa

Deputada do PSOL-SP afirma que acionará a Justiça por declarações exibidas na quarta-feira (11); ainda não há dados públicos sobre eventual processo ou pedidos

12/03/2026 às 12:10 por Redação Plox

A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) anunciou que pretende acionar a Justiça contra o apresentador Ratinho e o SBT após declarações feitas no “Programa do Ratinho”, exibido na noite de quarta-feira (11), classificadas como transfóbicas e alvo de forte reação nas redes sociais. Até a última atualização das reportagens consultadas, a emissora havia sido procurada, mas ainda não tinha se manifestado publicamente sobre o episódio.

Deputada federal Erika Hilton é presidente da Comissão das Mulheres na Câmara dos Deputados

Deputada federal Erika Hilton é presidente da Comissão das Mulheres na Câmara dos Deputados

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados


Declarações de Ratinho e reação imediata

De acordo com relatos publicados por veículos que acompanharam o caso, Ratinho fez comentários sobre a deputada durante seu programa no SBT, em tom considerado ofensivo à identidade de gênero de Érika Hilton. A fala desencadeou críticas, mobilização online e pedidos de responsabilização do apresentador e da emissora.

Nesse contexto, o caso se consolidou como mais um capítulo do embate em torno de discursos considerados discriminatórios em veículos de grande audiência, com foco especial na iniciativa de Érika Hilton de processar Ratinho e o SBT por transfobia.

Situação do processo e informações disponíveis

Até o momento, a informação sobre o processo em si — como número, vara, comarca, data de protocolo e pedidos — não aparece detalhada nas fontes abertas consultadas. Há registro jornalístico do episódio e da intenção de judicializar, mas os termos exatos da ação, se cível, criminal ou ambas, ainda seguem em apuração.

Fica registrado, portanto, que a disputa ingressa na esfera jurídica, mas sem detalhes públicos que permitam confirmar o enquadramento jurídico e o conteúdo dos pedidos apresentados pela defesa da parlamentar.

Posicionamento do SBT e da defesa de Ratinho

Nas publicações verificadas, o portal Terra informa que o SBT foi procurado para comentar as declarações atribuídas a Ratinho, mas não havia se pronunciado até a publicação.

Do lado da deputada, as reportagens registram reação pública e a intenção de buscar medidas legais, ainda sem a disponibilização de documento oficial do processo — como petição inicial ou representação — que permita identificar, com precisão, o tipo de ação e seus pedidos. A apuração, segundo os relatos, depende de uma eventual nota oficial do SBT, de manifestação formal da defesa de Ratinho e da confirmação de protocolo em algum sistema de Justiça ou órgão como o Ministério Público.

Atuação prévia de Érika Hilton em casos de transfobia

Como contexto, Érika Hilton tem atuado publicamente em outros episódios envolvendo transfobia e desinformação. Em situações anteriores, a deputada acionou órgãos do Estado, como a Advocacia-Geral da União, ao apontar a existência de ataques coordenados e disseminação de conteúdos ofensivos.

Nesse cenário, o conflito com Ratinho e o SBT se insere em uma trajetória de atuação política e jurídica da parlamentar em defesa da população trans e contra discursos que considera discriminatórios.

Impactos no debate público e na emissora

Para o debate público, o caso reacende discussões sobre limites de discurso em TV aberta, responsabilidade editorial e efeitos de falas contra pessoas trans em um ambiente de grande audiência. A controvérsia também pressiona por definições mais claras sobre o que configura discurso discriminatório e quais são as consequências quando ele ocorre em rede nacional.

Para o apresentador e a emissora, caso a ação seja formalizada, podem surgir pedidos de indenização, direito de resposta e, a depender do enquadramento, até apuração criminal. Há ainda a possibilidade de cobrança por um posicionamento institucional mais explícito, ampliando o desgaste público em torno do episódio.

Do ponto de vista do público, a repercussão pode gerar pressão de anunciantes e levar a medidas internas de compliance e revisão de conduta, se o SBT decidir se manifestar oficialmente ou rever procedimentos editoriais. Até agora, porém, esse cenário permanece em aberto, sem confirmação oficial.

Próximos passos e pontos em aberto

Entre os próximos passos apontados pelas reportagens estão a confirmação de que a ação foi protocolada, com a identificação do número do processo e do tribunal ou vara responsável, e a busca por posicionamento oficial do SBT e da defesa de Ratinho.

Também é considerado essencial verificar a íntegra do conteúdo exibido no “Programa do Ratinho”, identificando o trecho exato e o contexto em que as falas sobre Érika Hilton foram feitas, de modo a evitar leituras descoladas do material original.

A partir daí, os desdobramentos podem incluir eventual nota oficial, retratação, medidas do Ministério Público e eventuais decisões judiciais, como liminares ou tutelas de urgência, caso a ação avance na Justiça. Nesse cenário, o eixo central permanece na disputa em torno da acusação de transfobia e na iniciativa de Érika Hilton de processar Ratinho e o SBT, com repercussões que extrapolam o caso individual e alcançam o debate sobre discurso e responsabilidade na TV aberta.

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