Nasa entra em alerta com asteroide ‘assassino de cidades’ que vai passar perto da Lua em 2032
Após novas medições do telescópio James Webb, agência revisou a órbita do 2024 YR4 e descartou qualquer chance de colisão lunar; sobrevoo deve ocorrer a cerca de 21.200 km da superfície
12/03/2026 às 09:55por Redação Plox
12/03/2026 às 09:55
— por Redação Plox
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A Nasa atualizou os cálculos sobre o asteroide 2024 YR4, conhecido em publicações internacionais como “assassino de cidades” pelo potencial destrutivo que um objeto desse porte teria em caso de impacto com a Terra, e informou que não há mais chance de colisão com a Lua na passagem prevista para 22 de dezembro de 2032. A revisão foi possível graças a novas medições feitas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), que permitiram refinar a órbita do corpo celeste.
Reprodução / Pexels
Nasa entra em alerta, refaz cálculos e descarta impacto
O 2024 YR4 vinha sendo acompanhado por centros de monitoramento de objetos próximos à Terra porque estimativas iniciais indicavam uma probabilidade pequena, mas não nula de colisão com a Lua em 2032. A atenção aumentou justamente pelo apelido de “assassino de cidades” e pelo potencial de confusão com um risco imediato.
Com novos dados do JWST, coletados em fevereiro de 2026, a Nasa recalculou a trajetória e eliminou o cenário de impacto lunar. A agência passou de um quadro de alerta e incerteza para um cenário de monitoramento regular, sem indicação de colisão em 2032.
De acordo com a atualização, o asteroide deve passar a cerca de 13.200 milhas (aproximadamente 21.200 km) da superfície da Lua. Em termos astronômicos, é considerado um sobrevoo “muito próximo”, mas sem risco de impacto.
Dados do James Webb refinam órbita do “assassino de cidades”
Em publicação no blog oficial de Defesa Planetária, a Nasa informou que especialistas do Center for Near-Earth Object Studies (CNEOS), sediado no JPL, na Califórnia, utilizaram observações feitas pelo JWST em 18 e 26 de fevereiro de 2026 para refinar a órbita do 2024 YR4 e descartar a possibilidade de impacto lunar em 22/12/2032.
A Associated Press relatou o “sinal verde” da agência, destacando que a chance de impacto na Lua, antes estimada em 4,3%, foi reduzida a zero após as novas medições. O caso ilustra como medições adicionais permitem reduzir incertezas e corrigir cenários inicialmente mais alarmistas.
O que muda para a Terra, para a Lua e para a pesquisa
Para a população em geral, não há indicação de ameaça à Terra relacionada a essa passagem do 2024 YR4. A principal mensagem, hoje, é que o impacto com a Lua em 2032 foi descartado, apesar do rótulo de “assassino” atribuído ao asteroide em parte da imprensa internacional.
Para quem acompanha temas de educação e astronomia, o sobrevoo continua sendo um evento de interesse científico. O 2024 YR4 permanece como um objeto monitorado, e o episódio se torna um exemplo de como o Telescópio Espacial James Webb vem sendo usado também em estudos de defesa planetária, ajudando a refinar órbitas e a afastar cenários de risco que surgem nas primeiras estimativas.
O termo “assassino”, nesse contexto, é um rótulo popular aplicado a asteroides com capacidade de causar grande destruição local se atingissem a Terra. Não significa que exista qualquer impacto previsto agora, nem sobre o planeta, nem sobre a Lua.
Monitoramento segue, mas em regime de rotina
Com a atualização mais recente, a tendência é que o 2024 YR4 permaneça registrado em bancos de dados de objetos próximos à Terra e continue sendo observado em campanhas futuras, porém dentro de um quadro de monitoramento de rotina.
O foco passa a ser a comunicação clara dos riscos reais, evitando que menções a “alerta” ou a termos como “assassino de cidades” sejam interpretadas como sinal de perigo iminente. Se novas medições voltarem a alterar o grau de incerteza orbital, a própria Nasa costuma divulgar atualizações oficiais.