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    Mulher é suspeita de receber 96 auxílios emergenciais em Minas Gerais

    Mesmo tendo sido analisados somente os valores referentes ao primeiro semestre de 2020, foi possível apurar um grande prejuízo causado aos cofres públicos

    Por Plox

    12/05/2022 19h05 - Atualizado há 10 dias

    A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (12), no município de Córrego Fundo-MG, um mandado de busca e apreensão em continuação ao combate às fraudes ao Auxílio Emergencial. Após investigações, foi possível identificar que uma mulher, moradora da cidade, seria beneficiária de valores fraudados. Eram, ao menos, 96 benefícios recebidos por meio de boletos bancários.

    Mesmo tendo sido analisados somente os valores referentes ao primeiro semestre de 2020, foi possível apurar um grande prejuízo causado aos cofres públicos. Os dados referentes ao segundo semestre de 2020 e aos anos de 2021 e 2022 serão objeto de análise posterior.

    As informações iniciais são oriundas da Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial – BNFAE, mantida pela Coordenação Geral de Polícia Fazendária da PF – CGPFAZ, que reúne dados de comunicações de irregularidades referentes ao pagamento fraudulento do auxílio, após terem sido analisados e confirmados pela Caixa Econômica Federal.

    Foto: Divulgação PF

     

    As medidas são parte de uma Estratégia Integrada de Atuação Contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial - EIAFAE, da qual participam a Polícia Federal, o Ministério Público Federal – MPF, o Ministério da Cidadania - MCid, a Caixa Econômica Federal, a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União – CGU - e o Tribunal de Contas da União – TCU. O objetivo é identificar a ocorrência de fraudes massivas e desarticular a atuação de organizações criminosas.

    A Polícia Federal continuará a adotar outras ações policiais visando a coibir e apurar este tipo de fraude no Estado. Importante destacar que todos os pagamentos indevidamente realizados são objeto de análise por parte da Polícia Federal e das demais instituições integrantes da EIAFAE.

    Orienta-se àqueles que requereram e receberam as parcelas, não preenchendo os requisitos definidos em lei, que realizem a devolução dos valores, sob pena de estarem passíveis de investigação criminal.
     

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