Crescimento de raios no Brasil: impactos e prevenção

Mortalidade e medidas de segurança em foco após aumento de raios no Brasil

Por Plox

12/05/2024 21h07 - Atualizado há mais de 1 ano

No último mês, tristes eventos marcaram as manchetes no Brasil devido a incidentes com raios. Um jovem de 16 anos perdeu a vida em Aragominas, Tocantins, e outro de 19 anos em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, ambos atingidos por descargas atmosféricas em situações cotidianas. Adicionalmente, outros casos fatais foram registrados em Mato Grosso do Sul, envolvendo uma mulher de 41 anos e um homem de 33 anos, reforçando a periculosidade desses fenômenos naturais.

Foto: Pixabay/Reprodução

Perfil das vítimas e estatísticas preocupantes

Os raios, fenômenos mais frequentes em áreas tropicais como o Brasil, não só causam perdas humanas, mas também impactam economicamente diversos setores. Dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) revelam que, entre 2018 e 2022, o país registrou uma média anual de 590 milhões de raios, com Amazonas, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul liderando em número de ocorrências.

 

Conscientização e prevenção

O Instituto Tecnológico Vale (ITV), em uma nova publicação, destacou a importância da conscientização e da prevenção contra raios. O documento, baseado em dados do Elat, orienta sobre as atividades mais vulneráveis e oferece recomendações específicas para reduzir riscos, como a interrupção de atividades ao ar livre durante tempestades e o uso adequado de equipamentos de proteção.

 

Mudanças climáticas intensificam riscos

O aumento na frequência e intensidade das tempestades elétricas é uma consequência direta das mudanças climáticas, conforme explicado por Douglas Ferreira e Ana Paula dos Santos, cientistas do ITV. A projeção do Inpe prevê um crescimento significativo no número de descargas elétricas nas próximas décadas, indicando um cenário preocupante que demanda ações imediatas em políticas públicas e práticas de segurança.

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