Chefe de quadrilha de roubo de ferro gusa é preso em MG
O suspeito, residente de Belo Horizonte, estava foragido há um ano, desde que um mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça, após investigações conduzidas pela Polícia Civil
Por Plox
12/08/2024 16h24 - Atualizado há cerca de 1 ano
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu um homem de 25 anos, apontado como o principal integrante de uma quadrilha especializada no roubo de ferro-gusa na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A prisão aconteceu na última sexta-feira (9), como parte de uma operação destinada a desmantelar uma organização criminosa que atuava na subtração desse material em Sabará e cidades vizinhas. O suspeito, residente de Belo Horizonte, estava foragido há um ano, desde que um mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça, após investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Ação criminosa e perigos do modus operandi
O suspeito é acusado de liderar e organizar diversos furtos de cargas, durante os quais toneladas de ferro-gusa foram subtraídas. O modus operandi da quadrilha envolvia a abertura das comportas localizadas na parte inferior dos vagões de trem, permitindo que o minério fosse despejado ao longo da linha férrea. Enquanto um grupo recolhia o material, outro monitorava a movimentação dos guardas da ferrovia e da polícia. Esse método de roubo, além de resultar na perda de um valioso recurso mineral, causava desbalanceamento nos trens, levando ao descarrilamento das composições.
Segundo o delegado regional de Sabará, Luciano Guimarães, a operação da quadrilha não só implicava em prejuízos econômicos, como também apresentava graves riscos à segurança pública. "Se o descarrilamento de um vagão ocorresse em uma área urbana, as consequências poderiam ser catastróficas. Já nos pontilhões, a ação criminosa poderia resultar na queda do trem de grandes alturas", alertou o delegado. Ele destacou ainda que, embora o ferro-gusa seja um material valioso e de fácil revenda, o verdadeiro perigo está na maneira como o crime era praticado, o que poderia resultar em acidentes ferroviários graves.
Desdobramentos da Operação Hefesto
A prisão do líder da quadrilha é uma continuidade da "Operação Hefesto", que foi desencadeada em agosto de 2023. Na época, cinco pessoas, com idades entre 22 e 48 anos, já haviam sido presas por envolvimento no esquema. As investigações começaram em janeiro de 2023, após a apreensão de um caminhão carregado com minério. Na ocasião, o furto resultou em um acidente ferroviário, quando um trem carregado de ferro-gusa descarrilou enquanto se dirigia ao porto de Vitória. A partir desse incidente, a Polícia Civil realizou diversas diligências que culminaram na identificação e prisão dos suspeitos.
Impacto econômico do crime
De acordo com as investigações, em cada roubo, os criminosos conseguiam desviar até 15 toneladas de ferro-gusa. A empresa receptadora do material chegava a pagar cerca de R$ 1 por quilo do ferro-gusa furtado, o que representava um lucro significativo para a organização criminosa. Após a captura, o líder da quadrilha foi levado para a delegacia, onde foi ouvido antes de ser encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Conclusão da operação
A "Operação Hefesto" continua sendo uma das principais ações da Polícia Civil de Minas Gerais no combate ao roubo de minério na região. A prisão do líder da quadrilha é vista como um passo crucial na desarticulação completa do grupo, que já vinha causando prejuízos econômicos e colocando em risco a segurança pública com suas ações.