Políticos lamentam morte de Delfim Netto
O ex-ministro estava internado desde o dia 5 de agosto no Hospital Israelita Albert Einstein, onde tratava complicações de saúde. Delfim Netto deixa uma filha e um neto
Por Plox
12/08/2024 09h53 - Atualizado há cerca de 1 ano
Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda e figura central na história econômica do Brasil, morreu nesta segunda-feira (12) em São Paulo, aos 96 anos. A notícia de sua morte gerou grande comoção entre autoridades e figuras políticas que ressaltaram sua longa e impactante trajetória pública.

Internação e velório restrito
O ex-ministro estava internado desde o dia 5 de agosto no Hospital Israelita Albert Einstein, onde tratava complicações de saúde. Delfim Netto deixa uma filha e um neto. O velório será realizado de forma privada, restrito apenas aos familiares.
Contribuições e início na vida pública
Nascido em São Paulo, Delfim Netto começou sua carreira pública como secretário da Fazenda na década de 1960. Sua trajetória se estendeu por mais de 55 anos, ocupando cargos no Executivo e Legislativo. Ele também foi professor Emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP), onde contribuiu significativamente para a formação de novos economistas.

Notas de pesar e reconhecimento
O governo de São Paulo publicou uma nota oficial lamentando a morte de Delfim Netto e agradecendo por suas contribuições ao país. "Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos e agradecimento a toda a sua contribuição para a vida dos brasileiros", afirmou o comunicado.
O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, também se pronunciou, destacando o papel central de Delfim na história econômica do Brasil. "Profundo conhecedor das ciências econômicas, ocupou papel altivo na história do Brasil desde 1967, quando se tornou, aos 38 anos, o mais jovem ministro do país", afirmou Pacheco em sua nota de condolências.
Confira:
NOTA DE PESAR
“Presto minhas condolências aos familiares e amigos do ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto, que morreu na madrugada desta segunda-feira (12), em São Paulo, aos 96 anos. Profundo conhecedor das ciências econômicas, ocupou papel altivo na história do Brasil desde 1967, quando se tornou, aos 38 anos, o mais jovem ministro do país.”
Senador Rodrigo Pacheco
Presidente do Senado

Legado na economia e apoio político
Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), expressou tristeza pela perda e destacou a relevância de Delfim Netto, mesmo em meio a divergências políticas. "Apesar das divergências políticas e no próprio debate econômico, que tivemos ao longo da vida, Delfim Netto sempre teve compromisso com a produção e com o crescimento da economia. Mesmo tendo sido um ministro destacado do regime militar - liderou o chamado 'milagre brasileiro' -, Delfim apoiou o governo Lula em momentos importantes e desafiadores", afirmou Mercadante.
Reações nas redes sociais

Diversas outras figuras públicas também manifestaram pesar pela morte de Delfim Netto. O líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT/CE), utilizou a rede social X (antigo Twitter) para descrever o ex-ministro como "um grande economista, pensador do nosso tempo, conselheiro e político".

O deputado federal Chico Alencar, a senadora Tereza Cristina e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, também prestaram suas condolências, ressaltando a participação de Delfim Netto no país.