Vídeo: prisão de índio a mando de Moraes gera revolta entre bolsonaristas
Clima em Brasília é de tensão e confrontos
13/12/2022 às 00:58por Redação Plox
13/12/2022 às 00:58
— por Redação Plox
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Na noite desta segunda-feira (12), manifestantes reunidos em frente a sede da Polícia Federal protestaram contra a prisão do Cacique Tsererê a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
As forças de segurança pública reagiram com bombas de efeito moral, tiros de balas de borracha e gás de pimenta. O acesso à região central de Brasília foi fechado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF).
Veja o vídeo:
O índio, José Acácio Serere Xavante (Cacique Tsererê), ficou conhecido por se posicionar contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e demonstrar apoio a Bolsonaro. O fato aconteceu logo depois da diplomação de Lula. Em um vídeo feito pelo Cacique, ele afirma que o presidente eleito só iria governar “em cima do seu cadáver”.
De acordo com alguns manifestantes, eles protestam contra a prisão do índio. Ainda conforme a informação, eles teriam seguido a viatura que prendeu o Cacique Serere e a viatura teria levado o indígena para a sede da PF, onde os manifestantes iniciaram os protestos.
No local, já há registros de carros depredados e queimados, segundo as informações. Como o protesto também está próximo do hotel onde Lula está hospedado, a segurança foi reforça pela polícia.
Foto: redes sociais
Nota do STF
De acordo com o site do STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão temporária de José Acácio Serere Xavante, pelo prazo inicial de dez dias, pela suposta prática de condutas ilícitas em atos antidemocráticos. A decisão, tomada na Petição (PET) 10764, se fundamentou na necessidade de garantia da ordem pública, diante dos indícios, nos autos, da prática dos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, previstos no Código Penal.
Cacique Tsererê - Foto: reprodução/ redes sociais
Ainda de acordo com a publicação do supremo, a Polícia Federal (PF) afirma que Serere Xavante teria realizado manifestações de cunho antidemocrático em diversos locais de Brasília (DF), notadamente em frente ao Congresso Nacional, no Aeroporto Internacional de Brasília (onde invadiram a área de embarque), no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios (por ocasião da cerimônia de troca da bandeira nacional e em outros momentos) e em frente ao hotel onde estão hospedados o presidente e o vice-presidente da República eleitos.
Ao pedir a prisão temporária, a PGR disse que ele vem se utilizando da sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. “A manifestação, em tese, criminosa e antidemocrática, revestiu-se do claro intuito de instigar a população a tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo a posse do presidente e do vice-presidente da República eleitos”, registrou a PGR.