Brasileira denuncia assédio sexual em banheiro de estação de metrô em Toronto

Pernambucana de 36 anos relata ter sido espionada por homem em banheiro feminino na Kipling Station, afirma falta de apoio de passageiros e funcionário e registra boletim de ocorrência no Canadá

13/01/2026 às 07:25 por Redação Plox

Uma brasileira de 36 anos denunciou ter sido vítima de assédio dentro de um banheiro feminino em uma estação de metrô no Canadá. Ela afirma que um homem invadiu o local e a espionou por cima da divisória das cabines enquanto ela urinava. O caso, registrado em vídeo, teria ocorrido na Kipling Station, em Toronto, na manhã da sexta-feira (9), e é investigado pela polícia local como assédio sexual.

A pernambucana Priscilla Costa, que mora no Canadá desde janeiro de 2019, relatou o episódio em suas redes sociais e em entrevista. Segundo ela, o homem teria usado o vaso sanitário da cabine ao lado para conseguir enxergar o interior do espaço onde ela estava.


Brasileira Priscilla Costa denunciou que foi assediada dentro de banheiro feminino em estação de metrô no Canadá

Brasileira Priscilla Costa denunciou que foi assediada dentro de banheiro feminino em estação de metrô no Canadá

Foto: Reprodução/Montagem/g1

Quando eu estava me vestindo e dei descarga, eu senti uma presença. E aí, quando eu olhei para cima assim, eu chega me espantei. [...] Ele viu tudo, porque, assim, eu não sei quanto tempo ele estava ali. Porque eu estava escutando música [no fone do ouvido], então não ouvi barulho Priscilla, em entrevista

Priscilla contou que, ao perceber que estava sendo observada, começou a gritar e tentou sair da cabine. O homem, de acordo com o relato, teria tentado empurrá-la de volta para dentro. Ela reagiu, empurrou o agressor e continuou gritando, enquanto ele permanecia em silêncio.

Com o uso de força, Priscilla conseguiu expulsá-lo do banheiro e saiu em busca de ajuda entre outros passageiros que estavam na estação. Ela relata que, mesmo diante dos gritos e do relato de assédio, ninguém teria se mobilizado para contê-lo ou confortá-la.

Falta de ajuda e fuga do suspeito

Ao sair do banheiro, Priscilla pediu ajuda a pessoas que estavam próximas, tentando impedir que o homem deixasse o local. Segundo ela, os presentes apenas observaram a cena.

Em seguida, a pernambucana buscou apoio com um funcionário da estação. De acordo com o relato, o empregado também não teria tomado qualquer medida concreta, o que permitiu que o homem se afastasse e deixasse a área.

Ela disse que o suspeito se afastou caminhando lentamente, enquanto ninguém o abordava. Priscilla afirma ter se sentido sem voz, vulnerável e impotente diante da falta de reação das pessoas ao redor.

Mesmo abalada, a brasileira precisou seguir para o trabalho naquele dia e só conseguiu formalizar a denúncia à polícia no sábado (10). Na delegacia da região, ela registrou um boletim de ocorrência relatando o assédio sofrido dentro do banheiro da estação.

Investigação e acesso a imagens de câmeras

Depois de prestar queixa à polícia, Priscilla procurou a ouvidoria da Toronto Transit Commission, responsável pela rede de transporte público da cidade. Ela informou o horário aproximado do episódio e o local exato onde tudo aconteceu.

De acordo com o relato, a agência localizou as gravações feitas pelas câmeras de segurança no período em que o assédio ocorreu e encaminhou os arquivos à delegacia responsável pela investigação do caso.

As imagens devem ajudar a polícia a identificar o homem denunciado por Priscilla. Ela contou que espera que o suspeito seja localizado para evitar que outras pessoas possam passar por situação semelhante.

Rotina alterada e medo de reencontrar agressor

Priscilla precisa passar pela Kipling Station pelo menos duas vezes por semana, para ir e voltar do trabalho. A estação fica a cerca de uma hora de distância de onde ela mora. Desde o episódio, a brasileira diz que tem medo de reencontrar o homem que a assediou no banheiro.

O episódio também mudou hábitos simples do dia a dia. Ela relatou que deixou de usar fones de ouvido no transporte público, por receio de não perceber movimentações suspeitas ao seu redor.

Segundo Priscilla, o medo passou a fazer parte da rotina. Ela afirmou que, ao escolher um vagão de metrô, agora evita aqueles que estão muito vazios, com receio de ficar sozinha com desconhecidos em espaços fechados.

Impactos emocionais do episódio

Desde que sofreu o assédio, a pernambucana relatou dificuldades para dormir e episódios de sobressalto durante a noite. A lembrança do rosto do homem que a espionou a acompanha e tem afetado sua sensação de segurança no país onde vive desde 2019.

Ela contou que acordou assustada em algumas noites, revivendo mentalmente a cena no banheiro da estação. Antes do ocorrido, Priscilla acreditava estar em um ambiente seguro; após o episódio, diz se sentir insegura e em alerta constante.

O caso segue sob investigação da polícia de Toronto, com apoio das imagens de segurança fornecidas pela rede de transporte público.
Informações descritas pelo portal G1.

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