Primeiro LIRAa de 2026 em Ipatinga aponta alto índice de infestação do Aedes aegypti

Levantamento realizado entre 5 e 9 de janeiro registra Índice de Infestação Predial de 6,2% na área urbana; Secretaria de Saúde reforça ações de bloqueio e pede apoio da população

13/01/2026 às 09:52 por Redação Plox

O primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 em Ipatinga aponta que o índice de infestação do mosquito permanece elevado, em um cenário que reforça a necessidade de atenção redobrada com água parada em todo o município.

Sugestão de pauta: Ipatinga divulga resultado do primeiro LIRAa 2026

Foto: Divulgação

Divulgado nesta segunda-feira (12) pela Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o levantamento foi realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro e registrou um Índice de Infestação Predial (IP) de 6,2% para o Aedes aegypti na área urbana. O percentual é considerado alto, embora esteja abaixo do verificado no mesmo período de 2025, quando a média foi de 7,4%.

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O estudo também identificou índice de 0,2% para o Aedes albopictus, confirmando o Aedes aegypti como principal vetor das arboviroses dengue, zika e chikungunya em Ipatinga.

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Mobilização para coleta de dados

Para a realização do LIRAa, foram programados 4.736 imóveis, com 4.939 efetivamente vistoriados, número que superou a meta inicial. A operação mobilizou 113 servidores, sendo 102 agentes, que atuaram de forma simultânea em toda a área urbana.

De acordo com a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, o levantamento orienta diretamente o planejamento das intervenções em campo.

Organizar os índices por prioridade nos permite atuar de forma mais eficaz, concentrando os esforços nas áreas com maior risco. Apesar da redução em relação ao ano passado, o índice ainda demanda atenção e ações contínuasVanessa Andrade

Bairros com maiores índices de infestação

Na primeira vistoria do ano, os seguintes bairros e regiões apresentaram os maiores índices de infestação do Aedes aegypti:

• Bom Jardim – 10,9%

• Ferroviários – 10,9%

• Horto – 10,9%

• Industrial – 10,9%

• Usipa – 10,9%

• Limoeiro – 9,2%

• Chácara Madalena – 9,2%

• Córrego Novo – 9,2%

• Barra Alegre – 9,2%

• Chácara Oliveira – 9,2%

• Imbaúbas – 7,4%

• Bom Retiro – 7,4%

• Bela Vista – 7,4%

• Das Águas – 7,4%

• Cariru – 7,4%

• Castelo – 7,4%

• Vila Ipanema – 7,4%

• Centro – 7,4%

• Novo Cruzeiro – 7,4%

• Parque Ipanema – 7,4%

• Veneza – 6,7%

• Caravelas – 6,5%

• Jardim Panorama – 6,5%

• Cidade Nobre – 5,5%

• Iguaçu – 5,5%

• Canaanzinho – 5,5%

• Vila Militar – 5,5%

• Vila Celeste – 5,4%

• Esperança – 4,7%

• Ideal – 4,7%

• Granjas Vagalume – 4,5%

• Bethânia – 4,5%

• Tiradentes – 2,1%

• Canaã – 2,1%

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Foto: Divulgação

Criadouros mais frequentes

O LIRAa também mapeou os depósitos que mais contribuem para a proliferação do mosquito no município. Os principais criadouros encontrados foram:

• Vasos, frascos, pratos e bebedouros – 48,6%

• Recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas – 19,3%

• Barris, tinas, tambores, tanques e poços – 12%

• Calhas, lajes e borracharias – 10,1%

• Pneus e materiais rodantes removíveis – 8,9%

• Caixas d’água e depósitos elevados – 0,8%

• Depósitos naturais – 0,3%

Os dados reforçam que pequenos recipientes e objetos domésticos continuam sendo os principais focos de reprodução do mosquito, muitos deles dentro das próprias residências.

Período chuvoso exige cuidados redobrados

O secretário municipal de Saúde, Walisson Medeiros, destacou a necessidade de maior engajamento da população, especialmente em razão das chuvas frequentes e das altas temperaturas típicas do início do ano.

“Estamos no início do ano, com altas temperaturas e chuvas frequentes, cenário ideal para a reprodução do mosquito. Por isso, é fundamental que cada morador faça sua parte, eliminando recipientes que acumulam água, mantendo caixas d’água bem vedadas, limpando calhas e descartando corretamente o lixo. O combate ao Aedes aegypti não é apenas uma ação do poder público, é uma responsabilidade coletiva”, enfatizou.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que os resultados do LIRAa vão orientar o reforço das ações de bloqueio, intensificação das visitas domiciliares, realização de mutirões de limpeza e fortalecimento de campanhas educativas nos bairros com maior incidência do mosquito.

A população pode colaborar denunciando possíveis focos e solicitando orientações pelos canais oficiais da Prefeitura de Ipatinga, como o aplicativo “Fala Ipatinga” e a Ouvidoria Municipal, por meio do telefone 156.

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