Marília Campos cobra rapidez do PT e reafirma desejo de disputar o Senado em 2026
Prefeita de Contagem pressiona por definição da chapa majoritária em Minas, reforça pré-candidatura ao Senado e enfrenta resistência de setores que preferem Alexandre Silveira
13/01/2026 às 08:50por Redação Plox
13/01/2026 às 08:50
— por Redação Plox
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A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), voltou a cobrar rapidez do Partido dos Trabalhadores nas definições das candidaturas para as eleições de 2026 em Minas Gerais. Em agenda na tarde desta segunda-feira (12/1), ela reafirmou o interesse em disputar uma vaga no Senado, em um cenário que se arrasta sem desfecho desde novembro de 2025.
Luiz Inácio Lula da Silva e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT)—27/06/2024
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O nome de Marília recebeu o aval da bancada federal do PT no fim do ano passado, após reunião em Brasília. Desde então, porém, a prefeita aguarda uma decisão oficial da legenda. Para deixar a prefeitura e entrar na corrida ao Senado, ela condiciona a saída a ser candidata única da chapa petista. O principal entrave é a resistência de setores do partido, que preferem a candidatura do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).
Disputa interna e atraso nas definições
Alexandre Silveira é bem avaliado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é apontado como possível coordenador da campanha pela reeleição do petista. O ministro já declarou que estará “onde Lula quiser”, o que reforça seu peso nas negociações internas. Enquanto isso, Marília evita estipular prazo para uma solução e avalia que o PT está atrasado nas articulações para o próximo pleito.
Além da indefinição em torno da vaga ao Senado, o partido ainda não tem um nome consolidado para disputar o governo de Minas, após o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que tinha o apoio de Lula, sinalizar que não pretende concorrer ao Palácio Tiradentes. Nesse contexto, o impasse sobre a chapa majoritária amplia a pressão sobre a cúpula petista no Estado.
Marília diz ter mantido conversas com as executivas estadual e nacional do PT, defendendo que as decisões sejam tomadas com mais rapidez para fortalecer a legenda em 2026. Ao mesmo tempo, ela reafirma que não pretende entrar na disputa ao governo mineiro, mantendo o foco na possível candidatura ao Senado.
Apoios no campo progressista
A eventual candidatura de Marília ao Senado tem sido defendida por outros nomes do campo progressista. Em entrevista ao programa Café com Política, de O TEMPO, a deputada federal Duda Salabert (PDT) classificou a prefeita de Contagem como a principal opção para disputar uma vaga na Câmara Alta. Na avaliação da parlamentar, quem se coloca em defesa da democracia deve apoiar Marília na corrida ao Senado.
Esse movimento de apoio amplia a visibilidade da prefeita no cenário estadual e coloca pressão adicional sobre o PT mineiro, que precisa equacionar interesses internos e alianças com outras siglas do espectro progressista.
Tensões e cobrança pública a Lula
Em meio ao impasse, o debate sobre a condução da estratégia eleitoral do PT em Minas ganhou um novo capítulo com a manifestação pública do economista José Prata, marido de Marília Campos. Ele criticou o ritmo das decisões dentro do partido e fez uma cobrança direcionada ao presidente Lula, resgatando a trajetória histórica da prefeita ao lado do petista e de movimentos sociais.
No texto, José Prata relembrou a atuação de Marília desde o período anterior à fundação do PT, destacando a participação dela na criação da CUT e do próprio partido. Para ele, essa trajetória reforça o peso político da prefeita e sua legitimidade para ocupar um lugar de destaque no projeto eleitoral em Minas.
O economista também saiu em defesa do nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), como possível candidato apoiado para o governo do Estado — uma alternativa hoje rejeitada por boa parte dos petistas mineiros. Para Prata, Kalil representa um estilo próprio de fazer política, marcado por forte personalidade e discurso direto, características que, segundo ele, ajudaram a impulsionar a carreira do ex-prefeito.