Liberação do corpo do tio vira confusão com presença de Suzane von Richthofen
Médico Miguel Abdalla Neto foi achado sem vida após dois dias sem contato; morte é tratada como suspeita e disputa pela liberação do corpo envolve Suzane e prima
13/01/2026 às 08:03por Redação Plox
13/01/2026 às 08:03
— por Redação Plox
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Condenada a mais de 39 anos de prisão pela morte dos pais, Suzane von Richthofen causou tumulto no 27º Distrito Policial (Campo Belo), na zona sul de São Paulo, no último sábado (10/1). Ela foi até a delegacia para reivindicar a liberação do corpo do tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, 76 anos, encontrado morto no dia anterior em sua residência, na mesma região da cidade.
De acordo com fonte policial ouvida pelo Metrópoles, a documentação para liberação do corpo já havia sido iniciada por uma prima do médico. Suzane, porém, tentou assumir a dianteira do processo, alegando ter o grau de parentesco necessário para conduzir os trâmites. A disputa pela responsabilidade sobre a papelada acabou atrasando a conclusão do procedimento.
Policiais de plantão se surpreenderam ao reconhecer Suzane. Ela se apresentou ao distrito usando o nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz, adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.
A mesma fonte relatou que Suzane também foi ao IML onde estava o corpo do tio, numa nova tentativa — desta vez, sem sucesso — de liberar o cadáver. Miguel Abdalla foi ex-inventariante do espólio e tutor de Andreas von Richthofen, o filho mais novo do casal assassinado e irmão de Suzane.
Suzane foi à delegacia, reivindicou liberação do corpo do tio já concedida para prima do médico e atrasou trâmites, segundo fonte policial
Foto: Reprodução
Boletim registra morte suspeita na zona sul de São Paulo
Embora não houvesse sinais de violência ou indícios de crime, o boletim de ocorrência sobre o encontro do corpo de Miguel Abdalla, na rua Baronesa de Bela Vista, em Vila Congonhas, foi registrado como morte suspeita. O caso é apurado em inquérito na mesma delegacia responsável pelo boletim de ocorrência do assassinato dos pais de Suzane, em outubro de 2002, crime executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos a mando dela.
Ao longo das investigações sobre o duplo homicídio, Suzane chegou a prestar depoimento no 27º DP pelo menos duas vezes na companhia do tio.
Encontrado morto após dois dias sem contato
O tio materno de Suzane, o médico Miguel Abdalla, foi encontrado morto na sexta-feira (9/1), em sua casa, em Vila Congonhas, zona sul da capital paulista. O corpo do homem, de 76 anos, foi localizado após um vizinho usar uma escada para olhar por cima do muro, depois de Abdalla passar dois dias sem dar notícias.
Segundo a Polícia Militar, a causa da morte foi natural e não havia sinais de arrombamento na porta da residência.
No sábado (10/1), o muro da casa amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A inscrição foi apagada na segunda-feira (12/1) por um profissional que preferiu não falar com a reportagem do Metrópoles.
Liberação do corpo do tio vira confusão com presença de Suzane von Richthofen
Foto: Reprodução
Tutor de Andreas e ex-inventariante do espólio Richthofen
Miguel Abdalla atuou como tutor de Andreas, irmão mais novo de Suzane, e como ex-inventariante dos bens de Marísia e Manfred von Richthofen, assassinados em 2002 pelos irmãos Cravinhos, a mando da própria filha.
Em julho de 2005, após completar 18 anos, Andreas assumiu o lugar de Abdalla como inventariante, depois que Suzane pediu o afastamento do tio. No processo, ela alegou que ele estaria sonegando bens do espólio.
Em 2006, Miguel Abdalla recorreu à Justiça para informar que Suzane havia sido vista “rondando” a casa onde ele vivia com a mãe e Andreas. A comunicação motivou um pedido de prisão preventiva ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Situação atual da pena de Suzane von Richthofen
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. Desde janeiro de 2023, ela cumpre a pena em regime aberto.