PT mira estados menores para ampliar bancada no Senado em 2026
Partido prioriza colégios eleitorais com menos eleitores, como Acre, Amapá, Tocantins, Sergipe e Rio Grande do Norte, e testa nomes como Paulo Mourão, Jorge Viana, Randolfe Rodrigues, Rogério Carvalho e Fátima Bezerra
13/01/2026 às 09:22por Redação Plox
13/01/2026 às 09:22
— por Redação Plox
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O PT definiu sua estratégia para as eleições de 2026 no Senado: mirar principalmente em estados com menor número de eleitores para tentar ampliar sua bancada na Casa.
Plenário do Senado Federal
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Nas próximas eleições, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa em todo o país. Cada unidade da federação tem três senadores e, neste pleito, o eleitor terá de escolher dois nomes nas urnas. Ao todo, serão 54 vagas em jogo, com mandatos de oito anos.
Foco em estados com menos eleitores
A avaliação interna do partido é que, em estados menores, são necessários menos votos para garantir uma cadeira, o que tornaria a disputa mais favorável. Por isso, a prioridade deve recair sobre locais como Acre, Amapá, Tocantins, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Os números das últimas eleições ilustram essa diferença. No Acre, em 2022, Alan Rick Miranda (União Brasil) foi eleito com 154.312 votos. No Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil) conquistou a vaga com 395.408 votos.
Já em colégios eleitorais maiores, a disputa exige votações muito mais expressivas. Em São Paulo, Marcos Pontes (PL) venceu com 9.901.895 votos. No Rio de Janeiro, Romário foi eleito com 2.240.045 votos.
Pré-candidatos cotados em estados menores
De acordo com informações do portal R7, o PT já trabalha alguns nomes para consolidar essa estratégia. No Tocantins, o partido aposta no ex-deputado Paulo Mourão como pré-candidato. No Acre, Jorge Viana deve tentar retornar ao Senado, cargo que ocupou entre 2011 e 2019.
No Amapá, a expectativa é pela tentativa de reeleição de Randolfe Rodrigues. Em Sergipe, o senador Rogério Carvalho aparece como principal aposta da sigla. No Rio Grande do Norte, o partido deve lançar a governadora Fátima Bezerra.
Planos para grandes colégios eleitorais
Em estados com eleitorado mais numeroso, a estratégia tende a ser diferente, com nomes de maior projeção nacional. No Distrito Federal, o nome citado é o da deputada Erika Kokay. Em Santa Catarina, o partido aposta em Décio Lima, presidente do Sebrae.
Para São Paulo, ainda não há definição. Entre os nomes cogitados estão os ministros Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad, que despontam como opções para a disputa pela vaga no maior colégio eleitoral do país.