Policiais se surpreendem com presença de Suzane em delegacia para liberação do corpo de tio em SP
Condenada pela morte dos pais, Suzane, hoje usando o nome Suzane Louise Magnani Muniz, foi identificada por policiais ao disputar com prima do médico Miguel Abdalla Neto os trâmites para liberação do corpo, encontrado sem sinais de violência em Vila Congonhas
13/01/2026 às 09:48por Redação Plox
13/01/2026 às 09:48
— por Redação Plox
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Policiais do 27º Distrito Policial, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, se surpreenderam ao reconhecer Suzane von Richthofen na delegacia no último sábado (10/1). Ela esteve no local para tentar liberar o corpo do tio, o médico Miguel Abdalla Neto, 76 anos, encontrado morto no dia anterior em sua casa, na mesma região da cidade.
Ao se apresentar, Suzane utilizou o nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz, adotado após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.
De acordo com fonte policial ouvida pelo Metrópoles, Suzane, condenada a mais de 39 anos de prisão pela morte dos pais, causou tumulto na delegacia durante o atendimento.
A documentação para liberação do corpo já havia sido iniciada por uma prima do médico. Suzane, porém, tentou assumir a responsabilidade pelos trâmites, alegando ter o parentesco necessário para isso. A disputa pelos procedimentos atrasou a conclusão da papelada.
O mesmo relato indica que Suzane também foi ao IML onde o corpo do tio estava, na tentativa, sem sucesso, de liberar o cadáver. Miguel Abdalla foi ex-inventariante do espólio e tutor de Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane e filho caçula do casal assassinado.
Policiais se surpreendem com presença de Suzane em delegacia para liberação de corpo
Foto: Reprodução
Morte é tratada como suspeita pela polícia
Embora não tenham sido constatados sinais de violência nem indícios imediatos de crime, o boletim de ocorrência sobre o encontro do cadáver de Miguel Abdalla, na rua Baronesa de Bela Vista, em Vila Congonhas, foi registrado como morte suspeita. O caso é investigado pela mesma delegacia responsável pelo boletim de ocorrência do assassinato dos pais de Suzane, em outubro de 2002, executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.
Durante as investigações do duplo homicídio, Suzane chegou a prestar depoimento pelo menos duas vezes no 27º DP acompanhada do tio.
Como o tio de Suzane foi encontrado morto
O tio materno de Suzane von Richthofen, o médico Miguel Abdalla, foi encontrado morto na sexta-feira (9/1), em Vila Congonhas, na zona sul de São Paulo.
Segundo apuração do Metrópoles, um vizinho usou uma escada para observar o interior do imóvel após Abdalla passar dois dias sem dar notícias. A Polícia Militar informou que a causa da morte foi natural e que não havia sinais de arrombamento na porta da residência.
No sábado (10/1), o muro da casa amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A inscrição foi apagada na segunda-feira (12/1) por um profissional que não quis falar com o portal de notícias Metrópoles.
Relação de Miguel Abdalla com Suzane e Andreas
Miguel Abdalla foi tutor de Andreas, irmão de Suzane, e ex-inventariante dos bens de Marísia e Manfred von Richthofen, assassinados em 2002 pelos irmãos Cravinhos, a mando da própria filha.
Em julho de 2005, após completar 18 anos, Andreas assumiu o lugar de Abdalla como inventariante, depois que Suzane pediu o afastamento do tio na Justiça. Nos autos, ela alegou que ele estaria sonegando bens do espólio.
Em 2006, Miguel Abdalla acionou a Justiça para relatar que Suzane havia sido vista “rondando” a casa onde ele vivia com a mãe e Andreas. A informação embasou um pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Situação atual de Suzane von Richthofen
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. Desde janeiro de 2023, ela cumpre a pena em regime aberto.