Brasileiros ainda têm R$ 10 bilhões esquecidos em bancos, alerta Banco Central; saiba como receber

Apesar do fim oficial do programa em 16 de outubro de 2024, ainda restam R$ 10,02 bilhões em valores a receber para pessoas físicas e empresas, com resgate sem prazo final e reforço nas medidas de segurança contra golpes

13/01/2026 às 09:57 por Redação Plox

O Banco Central informou nesta terça-feira (13) que ainda há R$ 10,02 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras, considerando dados contabilizados até novembro do ano passado. 

Desse total, R$ 7,8 bilhões pertencem a 49,31 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,22 bilhões são de 4,96 milhões de empresas. Até o momento, o BC já devolveu R$ 12,92 bilhões em recursos que estavam parados em bancos, consórcios e outras instituições.




O sistema do Banco Central permite consultar se pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas têm valores a receber. Apesar de o prazo oficial para buscar os recursos ter terminado em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda afirma que não há limite de tempo para que os clientes resgatem o dinheiro diretamente nas instituições financeiras.

Como consultar se você tem valores a receber

A consulta só pode ser feita pelo site oficial do Banco Central, no endereço https://valoresareceber.bcb.gov.br. É por meio dessa página que o usuário verifica se tem dinheiro esquecido e recebe as orientações para solicitar o saque, tanto no caso de pessoas físicas quanto jurídicas, incluindo titulares já falecidos.


Pelo sistema, os valores serão liberados apenas para quem informar uma chave PIX para devolução. Caso o cliente ainda não tenha chave cadastrada, precisa contatar a instituição financeira para combinar outra forma de recebimento ou criar uma chave e retornar ao sistema para concluir o pedido.


No caso de valores em nome de pessoas falecidas, é necessário ser herdeiro, sucessor testamentário, inventariante ou representante legal para realizar a consulta. Nessa situação, também é preciso preencher um termo de responsabilidade antes de seguir com o procedimento.


Depois de verificar a existência de valores a receber, o usuário deve entrar em contato com as instituições indicadas pelo sistema para saber quais são os passos específicos para a liberação do dinheiro.


Consulta só pode ser feita no site do Banco Central.

Consulta só pode ser feita no site do Banco Central.

Foto: Reprodução / Internet.


Solicitação automática de devolução

Desde maio do ano passado, o Banco Central passou a permitir que o usuário habilite uma solicitação automática de resgate dos valores a receber. A adesão ao serviço é opcional, e quem preferir pode continuar fazendo as solicitações manualmente, como antes.


Para ativar a função, é necessário acessar o Sistema de Valores a Receber (SVR) com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e com a verificação em duas etapas habilitada. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e só vale para quem tem chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui esse tipo de chave precisa cadastrá-la na instituição financeira antes de aderir ao serviço.


O crédito dos valores é feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão, sem aviso prévio do Banco Central. Já as instituições que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuam exigindo solicitação manual, o que também vale para recursos provenientes de contas conjuntas.


O governo não entra em contato por mensagem, e-mail ou telefone para pedir dados pessoais, senhas ou informações adicionais para a devolução dos recursos. Qualquer abordagem desse tipo deve ser tratada como potencial golpe.

Reforço na segurança do sistema

Em fevereiro, o Banco Central alterou o processo de verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para reduzir o risco de fraudes e tentativas de acesso indevido.


O acesso continua sendo feito com conta gov.br de nível prata ou ouro, mas agora é obrigatória a autenticação em duas etapas. Quem ainda não tem o aplicativo gov.br instalado no celular precisa baixá-lo, preencher os dados solicitados e fazer a validação facial para liberar esse tipo de verificação.


O usuário entra no sistema com CPF e senha e, em seguida, precisa informar um código de acesso gerado dentro do aplicativo gov.br. Esse procedimento adicional funciona como uma camada a mais de proteção para os dados e para os valores disponíveis.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a