Médico e advogado são esfaqueados após saírem do metrô na região central de São Paulo
Ataque ocorreu perto da estação Higienópolis-Mackenzie; vítimas relatam que não houve anúncio de assalto e suspeitam de homofobia
13/02/2026 às 18:29por Redação Plox
13/02/2026 às 18:29
— por Redação Plox
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Um médico de 28 anos e um advogado de 27 foram esfaqueados na saída da estação Higienópolis-Mackenzie, na região central de São Paulo, no último sábado (7/2). Eles relataram ter sido atacados por um grupo de homens desconhecidos e suspeitam de crime motivado por homofobia.
As vítimas foram atacadas por dois ou três homens desconhecidos e suspeitam de homofobia. A dupla teve ferimentos na cabeça e no pescoço
Foto: Reprodução/Google Maps
De acordo com o boletim de ocorrência, o médico Lucas Osiak e o advogado Yuri Gonçalves caminhavam pela calçada da Rua da Consolação quando foram atingidos por golpes de faca. Segundo o relato de Gonçalves à polícia, não houve anúncio de assalto por parte dos agressores, e os motivos da violência seguem desconhecidos.
As vítimas sofreram ferimentos na cabeça e no pescoço e foram socorridas por uma viatura da Polícia Militar. Os dois foram levados ao Hospital das Clínicas (HC), onde permaneceram internados no centro cirúrgico.
Abordagem ocorreu a poucos metros do metrô
Conforme o registro policial, os ataques aconteceram instantes depois de os dois amigos deixarem a estação Higienópolis-Mackenzie. Eles foram abordados a cerca de 30 metros da saída do metrô, já na Rua da Consolação.
Yuri afirmou à polícia que os dois foram surpreendidos por dois ou três rapazes desconhecidos, que desferiram os golpes de faca e fugiram em seguida. Os suspeitos ainda não foram identificados.
A vítima disse suspeitar que tenha sido alvo de homofobia. Segundo a Polícia Militar, no momento da agressão não havia festividades ou blocos de Carnaval ocorrendo no local dos fatos, o que reforça a linha de investigação de motivação não relacionada a eventuais eventos de rua.
Investigação busca imagens e testemunhas
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso e tenta localizar imagens de câmeras de segurança na região que possam ajudar a identificar os agressores. Até o momento, nenhuma testemunha foi ouvida formalmente.
As autoridades trabalham para reunir elementos que esclareçam a dinâmica do crime e a possível motivação, inclusive a suspeita de homofobia levantada por uma das vítimas.