PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
Uma ex-babá brasileira foi condenada a 10 anos de prisão nesta sexta-feira (13) pela participação na morte da mulher de seu amante — que também era seu patrão — e de outro homem, nos Estados Unidos.
Juliana Peres Magalhães foi condenada nos EUA
Foto: Court TV/Reprodução de vídeo…
A promotoria havia recomendado a libertação imediata de Juliana Peres Magalhães em troca de sua confissão de culpa por homicídio culposo, acusação reduzida em relação à morte de Joseph Ryan, ocorrida em fevereiro de 2023.
Juliana admitiu ter atirado fatalmente em Ryan enquanto Brendan Banfield esfaqueava sua esposa, Christine, no quarto do casal. A juíza, porém, rejeitou o acordo sugerido e aplicou a pena máxima possível à brasileira, marcando um desfecho mais duro do que o esperado pela defesa.
Durante a audiência, Juliana se dirigiu às famílias das vítimas, demonstrando arrependimento pelo crime e pelo envolvimento com o ex-patrão, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal.
Sei que meu remorso não trará paz a vocês. Me perdi em um relacionamento e deixei meus valores e princípios para trás. — Juliana Peres Magalhães
A promotoria sustentou que Juliana e Banfield mantiveram um caso por meses mesmo após os assassinatos, aprofundando o grau de envolvimento da ex-babá na trama criminosa. O caso expôs uma dinâmica de traição, violência e manipulação que continuou mesmo depois das mortes.
Entre os principais personagens do caso estão:
Envolvidos:
Vítimas assassinadas:
A juíza Penney S. Azcarate, do Tribunal do Circuito de Fairfax, demonstrou pouca disposição para clemência ao anunciar a sentença, contrariando a recomendação da promotoria.
Sejamos francos: você não merece nada além de prisão e uma vida de reflexão sobre o que fez à vítima e à sua família. Que isso pese muito em sua alma. — Penney S. Azcarate
Juliana permaneceu em silêncio por meses antes de aceitar colaborar com a promotoria no processo contra Brendan Banfield. Ele foi condenado por um júri, neste mês, por homicídio qualificado pelas mortes da esposa e de Ryan.
Em julgamento, Juliana relatou que ela e Banfield, agente da Receita Federal dos Estados Unidos (IRS), criaram uma conta em nome de Christine em uma plataforma de mídia social voltada a fetiches sexuais. A esposa era enfermeira de UTI pediátrica.
Segundo o depoimento, Ryan entrou em contato com o perfil e aceitou participar de um encontro sexual que envolveria uma faca. A partir dessa interação, teria sido montada a emboscada que resultou em sua morte.
Juliana contou que, no dia do crime, ela e Banfield levaram o filho do casal, de 4 anos, para o porão da casa antes de seguirem para o quarto. Lá, segundo seu relato, encontrou Ryan e Christine.
Ela afirmou que, ao entrar no quarto, viu Banfield atirar em Ryan e esfaquear a própria esposa no pescoço. Em seguida, quando percebeu que Ryan ainda se mexia, disparou o segundo tiro, que o matou.