Governo publica decreto com cronograma de desembolsos e limites de empenho para 2026
DPOF define execução inicial do Orçamento e não prevê, por enquanto, contingenciamentos ou bloqueios; eventuais cortes só poderão ser avaliados após relatório bimestral no fim de março.
13/02/2026 às 09:21por Redação Plox
13/02/2026 às 09:21
— por Redação Plox
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O governo federal publicou nesta quinta-feira (12), em edição extra do Diário Oficial da União, o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira (DPOF) para o exercício de 2026. O ato define o cronograma mensal de desembolsos e fixa os limites de empenho para os órgãos do Poder Executivo federal, orientando a execução das despesas públicas ao longo do ano.
O decreto foi elaborado para manter a execução do gasto alinhada às metas fiscais previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA), sancionada em janeiro. O texto cumpre integralmente o Orçamento aprovado pelo Congresso, sem previsão inicial de contingenciamentos ou bloqueios de verbas.
Eventuais cortes temporários só poderão ocorrer após a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, prevista para o fim de março. É esse documento que indicará a necessidade de ajustes caso as receitas não se comportem como projetado ou haja risco de descumprimento das metas fiscais.
Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Decreto cumpre exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal
Editado em cumprimento ao artigo 8º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o decreto obriga o Poder Executivo a estabelecer, em até 30 dias após a publicação da LOA, a programação orçamentária e o cronograma de execução. Assim como em anos anteriores, esta primeira versão do DPOF trata apenas da organização inicial da execução do Orçamento, sem medidas adicionais de contenção de gastos.
Como ficam os limites de empenho em 2026
O decreto também apresenta o cronograma consolidado dos limites de empenho ao longo do ano. Os valores, em bilhões de reais, estão distribuídos da seguinte forma:
Até março: 115,7 bilhões de reais
Até novembro: 196,9 bilhões de reais
Até dezembro: 240,3 bilhões de reais
Os limites de empenho são o teto de despesas que podem ser oficialmente autorizadas (empenhadas) pelos órgãos públicos em cada período. Essa programação poderá ser revista conforme o comportamento das receitas e o cumprimento das metas estabelecidas na LRF e na LOA.
Por ora, os limites seguem o Orçamento original aprovado pelo Congresso. No ano passado, o governo havia criado uma restrição adicional aos empenhos, conhecida como faseamento, que congelou um terço dos gastos discricionários (não obrigatórios) programados para cada mês.
Faseamento só será definido após relatório bimestral
Na prática, o faseamento limitou a liberação mensal de despesas não obrigatórias a 1/18 do total previsto para o ano, em vez da proporção tradicional de 1/12. Uma eventual decisão de repetir essa trava em 2026 só será anunciada junto com o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, no fim de março, quando o governo terá um quadro mais claro da arrecadação e do desempenho das contas públicas.