Márcia Goldschmidt diz que crime em Itumbiara foi planejado para punir esposa e causar “tortura psicológica”
Apresentadora analisou nas redes o caso em que o secretário municipal Thales Machado atirou nos filhos e depois tirou a própria vida; mãe das crianças sobreviveu
13/02/2026 às 08:12por Redação Plox
13/02/2026 às 08:12
— por Redação Plox
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A apresentadora Márcia Goldschmidt usou as redes sociais para fazer uma análise dura sobre o crime que chocou Itumbiara, em que o secretário municipal Thales Machado atirou nos próprios filhos e depois tirou a própria vida. Para ela, o caso não deve ser visto como um impulso de momento, mas como um ato planejado de tortura psicológica contra a mãe das crianças, que sobreviveram à tragédia familiar.
Márcia Goldschmidt
Foto: Thales Machado || Reprodução: Redes Sociais
Crime como punição prolongada à mãe
Na avaliação de Márcia, a decisão de poupar a vida da esposa e matar os filhos teve como objetivo impor uma “punição eterna” à mulher, que passará a conviver com o luto diário. A apresentadora associa o crime à incapacidade de parte dos homens em lidar com a rejeição, o fim de um relacionamento ou a autonomia feminina, apontando que esse desequilíbrio emocional tem resultado em desfechos de extrema violência.
Comparação entre reações de homens e mulheres
Ao refletir sobre o comportamento de homens e mulheres diante de crises conjugais e infidelidades, Márcia ressalta que, historicamente, mulheres foram submetidas a humilhações e traições ao longo de gerações, mas raramente recorreram ao assassinato como forma de vingança. Segundo ela, a tendência feminina seria priorizar a proteção e a criação dos filhos, mesmo em meio à dor.
Na análise, a apresentadora sugere que o Brasil enfrenta uma nova e perigosa faceta do feminicídio, alimentada pela resistência de alguns homens em aceitar a evolução da mulher na sociedade. Ao final, ela contesta a noção tradicional de “sexo frágil” e associa a verdadeira fragilidade àqueles que, incapazes de suportar frustrações emocionais, recorrem à violência letal contra os próprios filhos para sustentar uma ideia distorcida de honra.
Transcrição da fala de Márcia Goldschmidt
O portal BacciNotícias transcreveu a análise publicada pela apresentadora:
A maior mentira da humanidade precisa ser esclarecida agora.
O Brasil está em choque com o pai que matou os doids filhos e se suicidou para punir a mulher por uma traição.
Um homem de 40 anos, forte, mas a verdade dói.
Um homem é capaz de levantar 200 kilos, mas não suporta um não.
Não aguenta ser trocado, e não aguenta ser rejeitado.
A força masculina é um cristal que estilhaça no primeiro sinal de não.
Você não é o tal.
Ele não matou a mulher sabe porque? Ele matou os próprios filhos para que ela morra um pouco a cada dia pelo resto da sua vida.
Isso não é crime passional. Isso é projeto de tortura.
O machismo escalou e o feminicídio também
Se o ego do macho é ferido, ele amputa a alma da mãe matando os próprios filhos.
Já não basta apenas tirar a vida da mulher.
Seria isso a tal masculinidade? Virilidade?
Eles crescem ouvindo que homem não chora, homem não leva desaforo pra casa.
Homem não pode ser passado pra tás.
Homem é o sexo forte.
Ensinara para eles que a honra está no punho.
Esqueceram de avisar que eles não são soldados do ego, são seres humanos.
Enquanto nós, mulheres, o sexo frágil, as traídas a séculos, trocadas, humilhadas, há gerações, e, eu te pergunto quantas vezes você viu uma mulher matar um homem ou os próprios filhos porque foi trocada.
Compara. Poucas vezes.
Porque mesmo com o coração arrebentado em frangalhos, uma mulher ressurge do pó, protege os filhos, emerge do fundo do poço, levanta a cabeça e continua.
Ele preferiu ser um assassino morto e ser traído como eles fazem com a gente toda hora.
Que honra é essa que precisa de caixão dos filhos para ser vingada?
Sexo frágil é o que sobrevive ao inferno ou que fugiu da vida?
Deixo uma pergunta para vocês.. Não seria essa a verdadeira explosão do feminicídio principalmente no Brasil?
A mulher cresceu, assumiu o leme, aprendeu cicatrizar suas dores e o homem está tendo que começar a admitir que não o sexo frágil não é ela.
Márcia Goldschmidt
Ao publicar o vídeo e a reflexão, a apresentadora reforça a crítica ao machismo e chama atenção para o avanço da violência letal contra mulheres e crianças, levantando o debate sobre masculinidade, honra e responsabilidade emocional em casos de separação e traição.