Usiminas fecha 2025 com Ebitda ajustado de R$ 2 bilhões e alerta para importação de aço chinês
Companhia divulgou resultados do 4T25 e do ano, com alta de 24% no Ebitda, receita líquida de R$ 26,3 bilhões e lucro de R$ 129 milhões no trimestre
13/02/2026 às 10:33por Redação Plox
13/02/2026 às 10:33
— por Redação Plox
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A Usiminas divulgou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, os resultados do quarto trimestre de 2025 e o consolidado do ano. No acumulado de 2025, o Ebitda Ajustado Consolidado somou R$ 2,0 bilhões, alta de 24% em relação a 2024, quando foi de R$ 1,6 bilhão. A margem Ebitda avançou de 6,2% para 7,6%, enquanto a receita líquida atingiu R$ 26,3 bilhões, crescimento de 1,5% na comparação anual, impulsionada sobretudo pelo melhor desempenho da unidade de Mineração.
Foto: Divulgação
Lucro no 4º trimestre e reversão de prejuízo
O quarto trimestre de 2025 marcou a recuperação dos resultados após efeitos extraordinários registrados no período anterior. A companhia encerrou o 4T25 com lucro líquido de R$ 129 milhões, revertendo o prejuízo contábil do 3T25, que havia sido impactado por ajustes sem efeito caixa.
O Ebitda Ajustado do último trimestre do ano ficou em R$ 417 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 434 milhões registrados no 3T25. A margem Ebitda permaneceu em 7% no período.
Pressão das importações de aço chinês
De acordo com o presidente da Usiminas, Marcelo Chara, o tema central para o setor siderúrgico segue sendo a concorrência com o aço importado da China.
As investigações antidumping confirmam a urgência de serem implementadas medidas efetivas de defesa comercial em relação às importações de produtos subsidiados. O Governo tem reagido positivamente, como a decisão de elevar o imposto de importação para nove produtos siderúrgicos. Esse é um importante passo para nivelar o jogo e fortalecer toda a cadeia de valor da indústria brasileira
Marcelo Chara
Chara ressaltou ainda que a Usiminas está preparada para atender ao crescimento da demanda de seus clientes e que a empresa segue monitorando o mercado para evitar tentativas de burlar as medidas já estabelecidas, de forma a reduzir o impacto das importações subsidiadas sobre a indústria nacional.
Desempenho da siderurgia em 2025
No segmento de siderurgia, a produção anual de aço bruto atingiu 3,1 milhões de toneladas em 2025, queda de 3% frente a 2024, quando somou 3,19 milhões de toneladas. Já a produção de laminados chegou a 4,4 milhões de toneladas, alta de 1% e o segundo maior volume desde 2015.
O volume total de vendas de aço foi de 4,36 milhões de toneladas, avanço de 2% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo aumento das exportações, que cresceram 28% no período. As vendas para o mercado interno permaneceram estáveis, encerrando 2025 em 3,9 milhões de toneladas.
Apesar de a demanda aparente por aços planos no país ter crescido 4,0% em 2025, segundo o Instituto Aço Brasil, as vendas internas de laminados planos recuaram 0,4% no ano. Todo o aumento de demanda foi absorvido pela alta de 30,1% nas importações de aços planos em comparação com 2024.
Na comparação trimestral, as vendas de aço totalizaram 1.081 mil toneladas no 4T25, queda de 2% frente ao 3T25, quando foram de 1.104 mil toneladas, refletindo a sazonalidade típica do período.
A produção de aço bruto, por sua vez, cresceu 5% na mesma base de comparação, alcançando 785 mil toneladas ante 746 mil toneladas no trimestre anterior, resultado da maior estabilidade operacional dos equipamentos.
Em custos, o desempenho foi mais favorável. O custo por tonelada caiu 4,7% em relação ao 3T25, influenciado pela redução no preço de matérias-primas, por uma variação cambial mais favorável e por ajustes no mix de produtos.
Mineração bate recorde de vendas
Na Mineração, o volume de vendas anual chegou a 9,6 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 13,9% frente a 2024, quando foi de 8,5 milhões de toneladas, configurando recorde anual de vendas.
No 4T25, a produção totalizou 2,3 milhões de toneladas, recuo de 3,1% em relação ao 3T25, que havia registrado 2,4 milhões de toneladas, em função do menor rendimento operacional das plantas no período.
O volume de vendas no quarto trimestre atingiu 2,5 milhões de toneladas, queda de 1,6% em comparação com o 3T25, também em razão do menor volume produzido. Esse efeito foi parcialmente compensado por maiores compras de materiais de terceiros.