Polícia Civil interrompe velório no RS e determina necropsia de jovem
Corpo de Jeferson Rodrigues Führ, de 20 anos, foi retirado para exame pericial obrigatório em casos de morte por acidente, segundo a delegada Dieli Caumo
13/02/2026 às 12:54por Redação Plox
13/02/2026 às 12:54
— por Redação Plox
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Investigadores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul interromperam, na última quinta-feira (12/2), o velório de um jovem em Encantado, na Região dos Vales (RS). A ação ocorreu após determinação de realização de necropsia no corpo de Jeferson Rodrigues Führ, de 20 anos.
O caso ocorreu nessa quinta-feira (12/2), em Encantado, na Região dos Vales (RS)
Foto: Reprodução/Redes sociais
O jovem havia morrido na quarta-feira (10), após sofrer um choque elétrico. A Polícia Civil interveio porque o corpo ainda não tinha passado por exame pericial, procedimento considerado obrigatório em casos de morte decorrente de acidente.
Corpo foi velado sem perícia obrigatória
Segundo a delegada Dieli Caumo, óbitos causados por acidente precisam ser formalmente apurados, o que exige a realização de necropsia. A interrupção do velório foi motivada justamente pela ausência desse exame.
Testemunhas relataram que Jeferson sofreu a descarga elétrica enquanto realizava um serviço de manutenção. Ele chegou a ser socorrido pela Brigada Militar e encaminhado com vida ao Hospital de Encantado, mas não resistiu.
O corpo foi liberado pela funerária sem passar pela necropsia porque a morte não havia sido registrada na Polícia Civil até aquele momento.
Funerária responsabiliza falta de apoio de órgãos públicos
Após a repercussão do caso na cidade, a Funerária Arezi divulgou um pronunciamento nas redes sociais para se posicionar sobre o episódio.
Informamos que o ocorrido não teve qualquer envolvimento ou responsabilidade por parte de nossa equipe. Na situação em questão, o protocolo habitual foi prejudicado e interrompido em razão da falta de apoio que deveria ter sido repassado pelos órgãos públicos responsáveis pelo atendimento no local do fato, o que impactou diretamente na condução regular dos procedimentos
Funerária Arezi
A empresa afirmou que sua prioridade sempre foi garantir a continuidade do velório até a cerimônia final, em respeito à família e aos presentes. Ressaltou ainda que os protocolos que não teriam sido devidamente estabelecidos pelos órgãos competentes seriam posteriormente reavaliados e refeitos, conforme as orientações cabíveis.