2ª Turma do STF pode liberar Daniel Vorcaro; de prisão preventiva em análise que será feita hoje

Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master

13/03/2026 às 08:27 por Redação Plox

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, se mantém a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A avaliação será feita em sessão virtual e vai verificar se o colegiado referenda a decisão individual do ministro André Mendonça, responsável pela determinação inicial da medida.

Daniel Vocaro está preso

Daniel Vocaro está preso

Foto: Divulgação


Como o caso chegou à 2ª Turma

De acordo com a Agência Brasil, após decretar mandados de prisão e de busca e apreensão no inquérito, o ministro André Mendonça enviou sua decisão para análise da 2ª Turma, que agendou o julgamento para 13/03/2026, em ambiente virtual. Integram o colegiado os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e Dias Toffoli.

O caso ganhou maior projeção na imprensa local e nacional depois de a prisão preventiva ter sido mantida em audiência de custódia, realizada em 04/03/2026, em São Paulo, conforme reportagem do Plox com base em informações divulgadas à época. A mesma apuração registrou que a Polícia Federal cumpriu mandados em São Paulo e Minas Gerais, no âmbito de operação que apura suspeitas como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, sem detalhar nominalmente todos os alvos naquele momento.

Movimentações no STF e no Congresso

A Agência Brasil informa ainda que o julgamento foi pautado para esta sexta (13) e contextualiza que, em fevereiro, Dias Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal comunicar à Presidência do STF a existência de menções ao ministro em mensagens encontradas em aparelho apreendido de Vorcaro. A própria agência ressalta que não havia confirmação se Toffoli participaria do julgamento da 2ª Turma.

No Congresso, a Agência Senado registrou pronunciamento do senador Jorge Seif (PL-SC), que elogiou a atuação da Polícia Federal e do ministro André Mendonça e mencionou, em linhas gerais, suspeitas em apuração como crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução. O senador também apontou, em sua manifestação política, fatores como risco de destruição de provas, intimidação e fuga como argumentos para defender a manutenção da prisão, sinalizando o grau de repercussão do caso em Brasília.

O que está em jogo no julgamento da 2ª Turma

A sessão virtual da 2ª Turma do STF, que analisa hoje a prisão preventiva de Vorcaro, é considerada um ponto de inflexão no inquérito. A decisão dos ministros pode:

1. Definir o rumo da prisão preventiva
A análise do colegiado pode confirmar a prisão preventiva ou abrir espaço para sua revisão, a depender da formação de maioria entre os cinco ministros da Turma.

2. Impactar investigações em MG e SP
Como houve cumprimento de mandados e diligências em Minas Gerais e São Paulo, decisões da 2ª Turma podem influenciar o ritmo de novas medidas investigativas e orientar eventuais pedidos das defesas envolvidos na operação.

3. Repercussão político-institucional
O caso segue com forte visibilidade por envolver investigação de grande porte, atuação da Polícia Federal e debate público no Congresso. Esse contexto tende a manter a pressão por transparência e por atualização constante das informações oficiais sobre o andamento das apurações.

Próximos passos após a sessão virtual

Com o início do julgamento em 13/03/2026, a expectativa é acompanhar:

  • O desfecho da sessão virtual da 2ª Turma e a eventual confirmação ou não da decisão que decretou a prisão preventiva;
  • A publicação de novas notas oficiais do STF e da Polícia Federal sobre o andamento da operação e possíveis desdobramentos em Minas Gerais e São Paulo;
  • Eventuais manifestações formais da defesa após o julgamento, bem como novas decisões cautelares que possam manter, substituir por medidas alternativas ou ajustar o regime atual da prisão preventiva.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a