STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A Justiça determinou a remoção das contas do Instagram da influenciadora Laryssa Oliveira e do marido, Rafael Stoupa, a partir de um pedido da Polícia Federal. Rafael está preso no Ceresp de Ipatinga, e Laryssa cumpre medidas cautelares com o uso de tornozeleira eletrônica, conforme apuração do Plox junto à PF. O casal é investigado por importação clandestina e comercialização de medicamentos emagrecedores contrabandeados do Paraguai, sem registro no Brasil, especialmente a tirzepatida, princípio ativo do composto conhecido como Mounjaro.
Perfis removidos e proibição de uso de redes sociais
Na semana passada, os influenciadores foram alvos da Operação Sanitas. Agentes da Polícia Federal estiveram na casa do casal, onde realizaram apreensões.
Foto: Rede Social
Laryssa foi detida em flagrante e conduzida, junto com o marido, à sede da PF. Ela foi liberada no mesmo dia, com a obrigação de usar tornozeleira eletrônica e cumprir restrição de saída de casa no período noturno. Rafael foi encaminhado ao sistema prisional, sendo levado para o Ceresp.
Foto: Rede Social
Segundo a Polícia Federal, inicialmente foi decretada prisão temporária de cinco dias para Rafael. Nesta quarta-feira, a PF solicitou a prorrogação por mais cinco dias, pedido que foi aceito pelo juiz. Desde então, o casal está proibido de acessar redes sociais.
Nos últimos dias, a produção do Plox verificou que os perfis do casal permaneciam ativos no Instagram, porém sem novas publicações.
Nesta quinta-feira, foi constatado que as contas foram removidas. De acordo com informações obtidas diretamente com a Polícia Federal, a indisponibilidade dos perfis é resultado de um pedido feito à Justiça.
Foto: Rede Social
Laryssa mantinha uma conta mais antiga, com cerca de 700 mil seguidores, e outra mais recente, com cerca de 70 mil. Ambas estão fora do ar, assim como o perfil de Rafael Stoupa. Já as contas do casal no TikTok seguem ativas, mas, pelas determinações judiciais, não podem ser acessadas por eles.
Foto: Rede Social
Além do uso de tornozeleira eletrônica, Laryssa e o irmão estão sujeitos a uma série de medidas cautelares. Entre elas, está a proibição de manter contato, por qualquer meio, com os demais investigados que não integrem o grupo familiar. Também não podem se ausentar da comarca sem autorização prévia da Justiça Federal, e houve determinação de entrega de passaporte à autoridade policial.
Foto: Polícia Federal / Divulgação
Laryssa deve permanecer em casa a partir das 18h. Outra medida é a proibição de criar e acessar perfis e contas em redes sociais vinculados à atividade investigada. A Polícia Federal informou ainda que o descumprimento de qualquer dessas medidas poderá resultar em reforço das restrições cautelares impostas aos investigados.
A Operação Sanitas foi deflagrada no dia 6, com foco em combater a comercialização ilegal de medicamentos de origem estrangeira sem registro no Brasil. A ação ocorreu em municípios do Vale do Aço, em Minas Gerais, e integra investigação sobre a introdução e venda irregular da tirzepatida, comercializada sob o nome Lipoless, produto paraguaio sem autorização da Anvisa.
As investigações apontam a atuação de um grupo criminoso envolvido na importação clandestina e na venda de emagrecedores contrabandeados do Paraguai, sem qualquer autorização legal para circulação no país. Além da falta de registro em órgãos reguladores brasileiros, há indícios de que os medicamentos eram armazenados e transportados em condições inadequadas de segurança sanitária, o que pode comprometer a eficácia e representar riscos à saúde dos consumidores.
Durante a operação, foram cumpridas ordens judiciais em quatro locais: dois em Ipatinga, um em Caratinga e outro em Coronel Fabriciano. Além das prisões, a Justiça determinou o cumprimento de dois mandados de medidas cautelares diversas da prisão, que alcançam um homem e uma mulher, os quais deverão seguir determinações judiciais enquanto a investigação prossegue.
Foto: Polícia Federal / Divulgação
Entre as medidas judiciais deferidas, foi autorizado o sequestro de bens e valores dos investigados, assim como o impedimento de utilização de redes sociais pelos alvos das medidas cautelares, com o objetivo de interromper a possível divulgação e a comercialização irregular dos medicamentos em plataformas digitais.
Durante as diligências, policiais federais apreenderam celulares e veículos de alto padrão, que serão submetidos à perícia. As investigações continuam para identificar outros participantes do esquema e dimensionar o alcance da comercialização ilegal dos produtos.
Foto: Polícia Federal / Divulgação
O PLOX entrou em contato com o advogado de Laryssa Oliveira e até a publicação da matéria não obteve resposta. O espaço segue aberto para o posicionamento.