STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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Duas mulheres denunciaram ter sido vítimas de assédio, agressão e homofobia durante um evento em uma casa de shows no Centro de Maricá, na Região Metropolitana do Rio. Segundo os relatos, a confusão começou após a aproximação de dois homens e evoluiu para agressões dentro e fora do estabelecimento. Uma das vítimas, Érica de Aguiar da Conceição, de 32 anos, sofreu ferimentos graves e permanece internada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.
Érica de Aguiar da Conceição, 32 anos, está gravemente ferida após ser espancada em casa de shows em Maricá
Foto: Reprodução
De acordo com depoimento e relatos de testemunhas, Érica estava na casa de shows acompanhada da namorada, identificada como Bruna, quando um homem teria começado a assediá-la. Ele teria insistido em beijá-la e a tocado de forma persistente, mesmo após ela afirmar que estava com a companheira e não tinha interesse.
Ainda segundo os relatos, ao perceber a situação, Bruna questionou o comportamento do homem. Nesse momento, os dois homens teriam passado a fazer comentários de teor homofóbico contra o casal, elevando a tensão no local.
Com o aumento da discussão, a situação teria se agravado. Em meio ao tumulto, um dos homens que acompanhava o assediador teria dado um soco no rosto de Bruna. A agressão provocou ainda mais confusão no interior da casa de shows.
Os seguranças do estabelecimento teriam retirado os dois homens do local. Bruna afirma que Érica também foi levada para fora junto com os agressores e que, já na rua, as agressões continuaram.
Do lado de fora, testemunhas relatam que o homem apontado como assediador teria espancado Érica com diversos golpes. Há menção de que ele seria praticante de jiu-jítsu, informação que ainda está em apuração e não tem confirmação oficial.
Segundo a denúncia, Érica sofreu traumatismo craniano, hematoma no rim, fratura no maxilar, três costelas quebradas e fratura na maçã do rosto. Ela permanece internada em estado grave no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.
O caso foi registrado na 82ª DP (Maricá), que investiga as circunstâncias do episódio e busca identificar e responsabilizar os envolvidos. A delegacia deve avançar na coleta de depoimentos, laudos médicos e imagens de câmeras internas e do entorno para esclarecer a dinâmica das agressões.
As apurações irão definir o enquadramento jurídico do caso e se haverá reconhecimento de motivação discriminatória, o que pode incluir crimes relacionados a lesão corporal e injúria ou discriminação, a depender do que for formalmente estabelecido no inquérito e pelo Ministério Público.
O episódio recoloca em debate a segurança em casas de shows e eventos, especialmente no que diz respeito ao atendimento a vítimas de violência e discriminação. A forma de atuação dos seguranças, a separação de envolvidos em brigas, a preservação de imagens e o acionamento rápido da polícia e de atendimento médico são pontos considerados decisivos para evitar novas agressões, principalmente na área externa dos estabelecimentos.
Para vítimas e testemunhas de situações semelhantes, a orientação é que casos de violência e possíveis atos de homofobia sejam registrados imediatamente, com acionamento da polícia em situação de emergência e formalização posterior em delegacia, além da preservação de provas, como nomes de seguranças, contatos de testemunhas, imagens e registros médicos.