STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um paciente caiu do teto do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias, na noite de uma quinta-feira, após tentar fugir pelo duto de ventilação/ar-condicionado. O episódio, atribuído à direção da unidade, foi registrado em vídeo e viralizou nas redes sociais. A data exata do ocorrido e a íntegra da nota oficial do hospital ainda são apuradas pela reportagem.
As imagens mostram o homem, com roupas de paciente, derrubando o forro e despencando dentro de uma sala de internação do CTI. O teto cede em ao menos dois pontos e, na queda, ele quase atinge outra paciente, que estava acamada em um dos leitos da unidade.
Buraco no teto do CTI do Hospital Adão Pereira Nunes após queda de paciente que tentou escapar pelos dutos de ar-condicionado
Foto: Reprodução/ TV Globo
De acordo com a descrição do caso enviada à redação, o homem estava internado e teria pedido para ir ao banheiro. Nesse momento, ele teria aberto o duto de ar-condicionado e tentado escapar pela estrutura, deslocando-se pelo forro até que a estrutura cedeu, provocando a queda no setor de terapia intensiva.
O vídeo indica que a queda ocorreu próximo a outros leitos, em área ocupada por pacientes em estado grave. Após o impacto, funcionários aparecem tentando conter o homem e reconduzi-lo ao setor de origem.
A mesma descrição aponta que ele estaria em surto e que permaneceu internado, em estado estável, depois do incidente. A informação sobre o quadro clínico e o local exato da internação ainda aguarda confirmação oficial.
Segundo a versão apresentada pela unidade de saúde, o homem que caiu seria um usuário de drogas e estaria internado em uma ala destinada a pacientes com Covid. Ainda de acordo com esse relato, após pedir para ir ao banheiro, ele conseguiu acessar o duto de ar-condicionado e tentou sair pela parte superior da estrutura física.
Ao caminhar sobre o forro, o paciente acabou chegando à área do CTI, onde o teto cedeu e ele caiu na sala de internação, diante de outros pacientes. Funcionários do hospital aparecem tentando imobilizá-lo e retirá-lo do local.
Depois da contenção, ele teria sido levado de volta para o setor de internação original e seguia internado em estado estável, segundo a unidade. *
O caso expõe fragilidades na segurança física e assistencial em uma área crítica como o CTI. A queda de um paciente pelo teto, em meio a leitos ocupados, pode representar risco de trauma para o próprio homem que caiu, além de ameaça à integridade de outros pacientes vulneráveis, que ficam expostos a impactos, queda de estruturas e possível contaminação do ambiente.
Também chama atenção a facilidade de acesso a forros e dutos de ventilação, especialmente para pacientes em surto ou em tentativa de fuga. Episódios desse tipo exigem protocolos claros de vigilância, contenção e adaptação da infraestrutura para reduzir o risco de novas ocorrências semelhantes.
Após o episódio, é possível observar um buraco no teto do CTI, no ponto em que o paciente teria caído, com partes do forro danificadas e exposição dos dutos de ar-condicionado. As imagens reforçam o impacto da queda e os danos imediatos na estrutura física do setor, que precisa ser isolado e reparado para garantir a continuidade segura do atendimento.
Buraco no teto do CTI do Hospital Adão Pereira Nunes após queda de paciente que tentou escapar pelos dutos de ar-condicionado
Foto: Reprodução/ TV Globo
Até o momento, não foi localizada, em fonte oficial acessível, a nota específica sobre a queda do paciente, com detalhes como data, horário, setor exato, eventuais feridos, providências imediatas e medidas corretivas adotadas.
A reportagem segue em busca de confirmação sobre:
Como contexto, a administração pública já divulgou, em anos anteriores, informações sobre obras e revisões estruturais no hospital, incluindo troca de forro e modernização da climatização, indicando que a questão da infraestrutura é recorrente na unidade. Esse histórico reforça a necessidade de esclarecer se a queda do paciente guarda relação com fragilidades estruturais ou exclusivamente com a tentativa de fuga.