STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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O mercado internacional de energia voltou a operar sob forte tensão nesta sexta-feira (13), com o petróleo retornando à faixa de US$ 100 por barril após uma sequência de sessões voláteis. O movimento ocorre mesmo depois de os Estados Unidos liberarem, de forma limitada, compras pontuais de petróleo russo já carregado e retido no mar, medida que alivia apenas parte das preocupações imediatas de oferta.
Bomba de combustível.
Foto: Freepik
O Brent, referência global, passou a ser negociado em torno de US$ 100 nesta sexta-feira, após semanas de forte oscilação e alta acumulada em poucos pregões. O avanço reflete o temor de escassez de oferta e potenciais pressões inflacionárias.
Analistas citados por veículos internacionais avaliam que a isenção americana para compras de petróleo russo contribuiu para reduzir parte do estresse de curtíssimo prazo, mas não altera o quadro de risco no curto prazo. Por isso, o petróleo segue caro, com o mercado ainda precificando um prêmio relevante de risco geopolítico.
O pano de fundo é a percepção de vulnerabilidade das rotas e da infraestrutura de energia no Oriente Médio, com operadores incorporando à formação de preços a possibilidade de interrupções ou dificuldades logísticas em áreas estratégicas.
De acordo com reportagens internacionais, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos anunciou uma isenção de 30 dias, emitida pelo órgão de controle de sanções, permitindo que refinarias indianas comprem petróleo russo transportado em navios retidos no mar. Essa autorização é temporária, expira no início de abril e não inclui novos carregamentos, caracterizando uma ação emergencial e de escopo limitado.
Nos mercados, a leitura divulgada pela imprensa especializada é que a medida não representa uma virada estrutural, mas reduz os temores de escassez imediata. Ainda assim, o petróleo ultrapassa US$ 100 mesmo após a liberação americana para compras pontuais de óleo russo, sinal de que o principal fator de sustentação dos preços continua sendo a instabilidade geopolítica e seus efeitos sobre oferta e logística.
Para o Brasil, o petróleo em patamar elevado tende a aumentar a pressão sobre os preços de combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação, com impacto em fretes e custos de produção em diversos setores.
O cenário também torna o mercado mais sensível a eventuais reajustes e à política de preços da Petrobras, com reflexos sobre expectativas de inflação. Além disso, um ambiente de energia mais cara costuma piorar a percepção de risco global, afetando câmbio e juros por meio da expectativa de inflação mais alta e da maior aversão a risco.
Na prática, mesmo que a autorização dos EUA para compras específicas de petróleo russo reduza um gargalo pontual, o preço internacional continua reagindo ao risco de interrupções mais amplas. É esse movimento que, com alguma defasagem, tende a chegar ao bolso do consumidor brasileiro.
Nos próximos dias, o foco do mercado segue na evolução do conflito que ameaça rotas e infraestrutura energéticas estratégicas, já que qualquer sinal de normalização — ou de agravamento — tem potencial de alterar o prêmio de risco embutido nos preços.
Investidores e empresas também monitoram se os Estados Unidos irão ampliar, renovar ou encerrar a isenção temporária relacionada ao petróleo russo, atualmente com prazo até o início de abril, segundo as reportagens.
No Brasil, a atenção recai sobre os repasses de custos em refinarias e distribuidoras e sobre possíveis ajustes na estratégia de preços e de comunicação da Petrobras e do governo em relação a combustíveis e inflação.