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A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte de Vitória Gabrieli Amaral Lima, gestante de 19 anos, encontrada sem vida dentro do banheiro de casa na manhã de quinta-feira (12), no bairro Ana Célia, em São José do Rio Preto (SP). O feto também morreu. O caso foi registrado como morte suspeita.
Vitória estava no fim da gestação e morava com o marido, com quem tinha relacionamento há cerca de dois anos. Foi ele quem a encontrou no banheiro após ela passar mal. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico para apontar a causa da morte e auxiliar nas investigações.
Polícia investiga morte de gestante em São José do Rio Preto (SP)
Foto: Arquivo Pessoal
Conforme apurado, Vitória Gabrieli procurou atendimento médico na Santa Casa pelo menos duas vezes, na terça-feira (10) e na quarta-feira (11). Em ambas as ocasiões, ela relatou dores na pelve.
A mãe da jovem, Vanessa Aparecida do Amaral, informou que a filha foi atendida duas vezes na emergência obstétrica da Santa Casa e, em seguida, liberada para voltar para casa. Segundo o relato da família, os profissionais teriam orientado que os sintomas eram “contrações de treinamento”, consideradas comuns no fim da gestação.
Santa Casa de São José do Rio Preto (SP)
Foto: Reprodução/TV TEM
A Polícia Civil abriu inquérito para esclarecer as circunstâncias e as causas da morte da gestante e do feto. O boletim de ocorrência foi registrado como morte suspeita.
A expectativa é que familiares e profissionais da Santa Casa sejam intimados a prestar depoimento nos próximos dias. Os investigadores devem reunir laudos, prontuários e demais documentos para confrontar versões e entender a sequência de eventos que antecederam o óbito.
Em nota, a Santa Casa de São José do Rio Preto informou que a paciente deu entrada na emergência obstétrica na quarta-feira (11). Segundo o hospital, ela passou por avaliação clínica, exame obstétrico e monitorização materno-fetal, que teriam indicado batimentos cardíacos fetais presentes e sinais vitais maternos dentro da normalidade, com colo uterino fechado e sem sinais clínicos de trabalho de parto naquele momento. Após ser medicada para controle da dor e permanecer em observação, foi liberada com orientações para retornar em caso de piora.
A Santa Casa de São José do Rio Preto informa que a paciente mencionada deu entrada no serviço de emergência obstétrica da instituição na quarta-feira, sendo prontamente atendida pela equipe médica de plantão. A gestante, em primeira gravidez, com 37 semanas e dois dias.
Durante o atendimento foram realizados avaliação clínica, exame obstétrico e monitorização materno-fetal. Os exames indicaram batimentos cardíacos fetais presentes e sinais vitais maternos dentro da normalidade. O exame obstétrico evidenciou colo uterino fechado, sem sinais clínicos de trabalho de parto naquele momento. A paciente foi medicada para controle da dor e permaneceu em observação.
Após reavaliação médica e diante da estabilidade do quadro clínico, a paciente recebeu orientações e foi liberada, com recomendação de retorno imediato ao serviço de emergência em caso de intensificação da dor, perdas vaginais, diminuição dos movimentos fetais ou qualquer outra intercorrência.
A instituição reforça que o atendimento foi realizado conforme os protocolos assistenciais adotados e que, por respeito à privacidade da paciente, não divulgará outras informações sobre o caso.
Santa Casa de São José do Rio Preto
O resultado do exame necroscópico do IML será determinante para indicar a causa da morte da gestante e do feto. A investigação também deve detalhar o histórico recente de atendimentos na Santa Casa, como datas, horários, exames realizados e orientações fornecidas.
Depoimentos de familiares e de profissionais de saúde devem ajudar a reconstruir a linha do tempo entre as idas ao hospital e o momento em que a jovem foi encontrada sem vida em casa. A apuração pode alcançar ainda aspectos como fluxo de atendimento, critérios de alta e registros de sintomas apresentados por Vitória.
A morte de uma gestante de 19 anos no fim da gravidez, após procurar atendimento médico mais de uma vez, coloca sob escrutínio o atendimento recebido e será o foco do inquérito conduzido pela Polícia Civil.