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Nesta semana, o dólar atingiu o menor valor em dois anos e abriu esta sexta-feira (10/4) cotado a R$ 5,051. A baixa é impulsionada por fatores internos e externos e, em meio à volatilidade do mercado, reacende a dúvida de quem planeja uma viagem internacional em 2026: vale comprar a moeda agora ou esperar por novas quedas?
A estrategista-chefe da fintech Nomad, Paula Zogbi, avalia que o cenário atual pode ser aproveitado por quem quer montar uma reserva para viagem ou investimento, especialmente com a perspectiva de mudanças no horizonte.
Especialistas explicam estratégias para comprar dólar em momento de baixa da moeda
Foto: pexels
Acreditamos que a janela atual representa um bom momento para comprar dólares, formando um preço médio para viagens ou investimentos, dada a incerteza do cenário à frente Paula Zogbi, estrategista-chefe da fintech Nomad
O professor de economia do Ibmec Brasília, Renan Silva, também considera o momento propício para quem pretende comprar dólares, mas ressalta que a aquisição pode ser feita de forma gradual ao longo dos próximos meses. Para ele, dividir a compra em etapas ajuda a diluir o risco de oscilações e evita concentrar a aquisição em um único ponto do mercado.
Na avaliação do consultor hoteleiro da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIHMG), Maarten Van Sluys, a compra imediata pode ser interessante quando a queda chega a 1%. Ao mesmo tempo, ele observa que o dólar em espécie tem perdido espaço, enquanto cresce a opção por pagamento com cartão de crédito ou débito internacional.
No cartão pré-pago, a cotação considerada é a do dia da compra. Já nos cartões tradicionais, vale o câmbio do dia do fechamento da fatura. Em ambos os casos, há incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 3,5%.
Para entender as tendências do dólar, especialistas apontam a combinação de fatores internos e externos. Entre os elementos citados está o possível apaziguamento da guerra no Oriente Médio, que contribui para aliviar o câmbio. No cenário doméstico, a manutenção da taxa de juros no Brasil segue atraindo investimentos estrangeiros, o que valoriza o real e pressiona a moeda norte-americana para baixo.
Na leitura de Paula Zogbi, um recuo do dólar para abaixo de R$ 5 dependeria da convergência de três variáveis: a continuidade da fraqueza global da moeda, a manutenção do diferencial de juros favorável ao Brasil e a ausência de ruído fiscal ou político doméstico relevante.