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O governador Mateus Simões (PSD) afirmou que o programa de escolas cívico-militares em Minas Gerais pode alcançar até 700 unidades no Estado. Segundo ele, esse total representa o limite operacional previsto pelo governo, mas o avanço depende da disponibilidade de militares para atuar nas escolas.
Temos 700 escolas, nós colocamos este número porque isso é o que nós damos conta de fazer. Mas depende de termos militares suficientes para alcançar essa quantidade de escolas
Mateus Simões
Nesta segunda-feira (13/4), o governo encaminhou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei com diretrizes para recriar o programa. De acordo com Simões, a implantação do modelo cívico-militar deve seguir três etapas.
A primeira etapa foi a seleção de escolas localizadas em áreas de interesse social, apontadas como prioritárias para receber o programa. A segunda prevê uma consulta à comunidade escolar para verificar o interesse em aderir ao modelo. Já a terceira consiste na publicação de editais para recrutar militares interessados em atuar nas unidades, com acréscimo na remuneração para os participantes.
Governador Mateus Simões (Novo) detalhou como será implantação de modelo cívico-militar em Minas
Foto: Foto: Imprensa
Conforme o governador, a primeira fase já foi concluída, com a identificação de 700 escolas aptas ao programa cívico-militar. A consulta à comunidade escolar chegou a começar, mas foi suspensa por determinação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).
Com isso, a etapa de recrutamento de militares só será aberta após o governo concluir o mapeamento das escolas que desejam aderir ao sistema. Simões disse ainda que, antes da suspensão, cerca de 100 escolas já haviam se manifestado: 62 demonstraram interesse e cerca de 30 disseram não.
O modelo de escola cívico-militar foi criado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inicialmente com militares da reserva das Forças Armadas. Após a suspensão do programa federal pelo governo Lula (PT), em 2023, o governo Romeu Zema (Novo) assumiu parte das unidades em Minas, com prioridade para a participação de bombeiros militares.
Com a saída dos bombeiros por decisão do TCE-MG, a proposta enviada agora à ALMG prevê prioridade para militares da Polícia Militar. Para Simões, a escolha se deve ao tamanho do efetivo disponível, o que facilitaria alcançar o número de profissionais necessários ao programa.
Segundo o governador, os militares nas escolas cívico-militares serão responsáveis por atividades de segurança, como pátio e portaria. Já a gestão pedagógica e administrativa das unidades continuará sob responsabilidade da direção escolar, em um formato diferente do adotado nos colégios Tiradentes.