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Entre esta segunda-feira (13) e domingo (19), o Brasil deve atravessar uma semana com contraste típico do outono, mas com extremos em algumas áreas. O ar frio que derrubou as temperaturas no centro-sul nos últimos dias ainda aparece no amanhecer, principalmente em regiões mais altas. Ao mesmo tempo, as tardes voltam a esquentar rapidamente e podem levar um calor quase de verão para um corredor que inclui São Paulo, Goiás, o Alto Paranaíba em Minas Gerais e o oeste de Mato Grosso do Sul.
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Foto: pIXABAY
A variação ocorre porque a massa de ar frio que avançou nos últimos dias não perde força de uma vez. Ela ainda influencia as primeiras horas do dia, sobretudo em áreas serranas e de maior altitude. Com o sol mais forte à tarde, pouca chuva em parte do interior e ar mais seco em alguns setores, a temperatura sobe rápido. O resultado é amplitude térmica elevada: o dia começa com sensação mais fresca e termina com calor forte.
No Sudeste, esse contraste tende a aparecer com mais intensidade. Em áreas próximas da Serra da Mantiqueira e no sul de Minas, o amanhecer pode seguir mais frio. Já no interior paulista, no Triângulo e Alto Paranaíba e no oeste de Mato Grosso do Sul, a sensação muda bastante entre manhã e tarde.
O núcleo mais quente da semana deve se concentrar sobre grande parte de São Paulo, Goiás, o Alto Paranaíba de Minas Gerais e o oeste de Mato Grosso do Sul. Nessa faixa, os termômetros podem se aproximar de 38°C até a sexta-feira (17), com calor mais forte no interior do que no litoral ou em áreas de maior altitude.
Na prática, a semana tende a ser mais quente em cidades e regiões como Três Lagoas, Presidente Prudente, Goiânia e o entorno de Uberaba. Em Mato Grosso do Sul, o calor deve ser mais agressivo. Em Goiás, a tendência é de marcas altas, mas um pouco abaixo do oeste sul-mato-grossense. Já em Minas, a elevação não deve ser uniforme, com o Triângulo e o Alto Paranaíba aquecendo mais do que o sul mineiro e áreas de serra.
Em Minas, a orientação é evitar generalizações. O oeste, o Triângulo e o Alto Paranaíba entram no corredor mais quente da semana, enquanto o sul mineiro e as áreas mais elevadas ainda podem registrar amanhecer mais frio, especialmente entre segunda (13) e quarta-feira (15). Em Belo Horizonte, a tendência é de manhã mais amena e tardes gradualmente mais quentes, sem o mesmo pico de calor extremo previsto para o interior.
Enquanto o interior do país aquece, a outra ponta do mapa volta a olhar para a chuva. A previsão indica que, na quinta-feira (16), um novo ciclone deve se formar entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e o norte da Argentina. A frente fria associada ao sistema deve empurrar instabilidade para o Sul do Brasil e concentrar os maiores acumulados no território gaúcho e no extremo oeste de Santa Catarina e do Paraná.
Para o fim da semana, o cenário projetado é de chuva mais presente no Sul, sem indicação, por enquanto, de um evento tão extremo quanto o sistema mais severo da semana passada. Os acumulados podem girar em torno de 50 mm nas áreas mais favorecidas, com potencial para transtornos pontuais, como alagamentos localizados, lentidão em rodovias e temporais isolados. Porto Alegre e Chapecó entram na faixa de atenção na segunda metade da semana.
Enquanto o centro-sul alterna frio no começo do dia, calor à tarde e uma nova frente fria no fim da semana, o Norte e parte do Nordeste mantêm um padrão mais favorável à chuva em abril. De acordo com o INMET, o mês segue com volumes acima da média em áreas dessas regiões, enquanto o centro-sul tende a registrar temperaturas mais elevadas que o normal.
Nas áreas mais quentes, a orientação é aumentar a ingestão de água e evitar esforço físico nas horas mais abafadas da tarde. Quem sai cedo em regiões serranas ou de maior altitude deve se preparar para manhãs mais frias.
No Sul, a recomendação é acompanhar a página de alertas meteorológicos a partir de quinta-feira (16), quando a frente fria volta a ganhar força. Em caso de temporal, evite áreas alagadas, não se abrigue debaixo de árvores e redobre a atenção no trânsito. Em emergências, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193). Fonte: Boletim INMET.