Foragido por assalto a banco é preso em Ipatinga; "fui condenado por um crime que não cometi e estou há 23 anos com a vida atrasada"
Homem condenado à revelia em Rondônia foi localizado nos bairros Iguaçu e Jardim Panorama; ele alega irregularidades no processo e afirma inocência.
13/11/2025 às 15:31por Redação Plox
13/11/2025 às 15:31
— por Redação Plox
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Um homem condenado por assalto a banco em Rondônia e considerado foragido foi preso pela Polícia Militar em Ipatinga, na tarde da terça-feira (11). A abordagem aconteceu durante patrulhamento de rotina nos bairros Iguaçu e Jardim Panorama, próximo à Avenida Maanaim, esquina com a Rua Guido Marlière.
Esquina da Avenida Maanaim com a Avenida Guido Marlière
Foto: Reprodução/Google Street View
Mandado de prisão em aberto é cumprido
Ao abordar um homem em atitude suspeita, os policiais verificaram a identidade e constataram que se tratava de Wanderson Gomes de Castro, de 45 anos. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, relacionado a um assalto a banco cometido em Porto Velho, no ano de 2002.
Após a confirmação dos dados, Wanderson foi detido e encaminhado à Delegacia de Plantão de Ipatinga, onde as investigações continuam.
Relato do preso apresenta questionamentos sobre condenação
Ao ser conduzido, Wanderson relatou que não teria participado do crime, argumentando que não existem imagens ou provas concretas contra ele. Ele afirma que foi extraditado de Portugal em 2016 e preso, somente descobrindo os detalhes da acusação ao chegar ao presídio. De acordo com o relato, em 2002, ele havia sido detido por posse ilegal de arma, cumprido quase nove meses de prisão e, depois, liberado.
A verdade é que eu não cometi o assalto, não tem imagem, não tem prova alguma da minha pessoa, e mesmo assim eu fui condenado por um assalto que eu não cometi. Já estou há 23 anos com a vida atrasada.
Também segundo Wanderson, a Justiça de Rondônia teria colocado seu processo em sigilo, o que impediu a regularização de sua situação no exterior. Ele afirma que foi condenado à revelia, mesmo já estando sob custódia naquele momento e sem ser julgado presencialmente.
Pontos polêmicos e alegações de inocência
O suspeito narrou que foi indiciado por assalto após cumprir pena por outro crime e se diz alvo de um processo irregular, alegando falhas nas provas apresentadas pela acusação. Wanderson destacou que testemunhas afirmaram tê-lo reconhecido em condições adversas, e apontou que outro acusado pelo mesmo crime já estava preso no momento do assalto confirmado pela própria Justiça.
Naquela época, em 2002, eu fui preso por posse de arma ilegal. Não tinha nada a ver relacionado ao assalto a banco. Nem era crime, posse de arma era contravenção. Ninguém pode ser indiciado por outro crime em razão de uma prisão anterior. Isso é contra a Constituição Brasileira, eu tive muito tempo para estudar, estudei isso e descobri.
No momento, o caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil em Ipatinga, e as alegações de Wanderson serão apuradas durante o inquérito.