Brasil fecha 2025 com recorde histórico nas exportações de carne bovina

País embarca 3,50 milhões de toneladas e fatura US$ 18,03 bilhões, com China na liderança das compras e ampliação da presença em mais de 170 países

14/01/2026 às 10:01 por Redação Plox

O Brasil encerrou 2025 com um desempenho inédito nas exportações de carne bovina. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), mostram que o país exportou 3,50 milhões de toneladas do produto, o maior volume já registrado.

Em relação a 2024, houve um crescimento de 20,9% no volume embarcado. Em termos de receita, as vendas externas somaram US$ 18,03 bilhões, alta de 40,1% na comparação anual, evidenciando ganho de valor nas operações internacionais.

A China foi o principal destino da carne bovina do Brasil, respondendo por quase metade do volume exportado

A China foi o principal destino da carne bovina do Brasil, respondendo por quase metade do volume exportado

Foto: Freepik


Carne in natura lidera os embarques

A carne bovina in natura manteve-se como o principal item da pauta exportadora do segmento em 2025. Foram 3,09 milhões de toneladas enviadas ao exterior, um avanço de 21,4% frente ao ano anterior, com faturamento de US$ 16,61 bilhões.

Considerando todas as categorias — carne in natura, produtos industrializados, miúdos, tripas, gorduras e itens salgados —, o Brasil alcançou mais de 170 países, ampliando a presença global do setor e diversificando a carteira de destinos.

China segue como principal comprador

A China consolidou-se, mais uma vez, como o maior mercado para a carne bovina brasileira em 2025. O país asiático respondeu por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas e receita de US$ 8,90 bilhões.

Na segunda posição aparece os Estados Unidos, que importaram 271,8 mil toneladas, gerando US$ 1,64 bilhão. Entre os principais destinos também figuram Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão), Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).

Na comparação com 2024, a maior parte desses mercados registrou alta no volume adquirido. As vendas para a China cresceram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos avançaram 18,3%. A União Europeia teve expansão de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Houve ainda destaque para o aumento das exportações destinadas à Argélia, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Indústria reforça competitividade externa

Na avaliação do setor, os resultados de 2025 demonstram a capacidade de reação da indústria brasileira de carne bovina em um ambiente de desafios no comércio internacional. Segundo a Abiec, o desempenho combina aumento de volume, de receita e de presença em diferentes mercados, após um ano de 2024 já considerado positivo.

De acordo com a associação, o avanço é resultado da atuação conjunta das empresas do segmento, da própria Abiec e do poder público. Pesou, nesse contexto, o apoio de iniciativas como o Projeto Setorial Brazilian Beef, desenvolvido em parceria com a ApexBrasil, além da interlocução com ministérios e outras entidades governamentais.

Projeções para 2026 e novos mercados

Para 2026, a Abiec projeta manutenção do desempenho em um patamar elevado, após dois anos consecutivos de forte crescimento. A entidade vê potencial para consolidar a posição do Brasil entre os maiores fornecedores globais de carne bovina, com atenção à previsibilidade, à competitividade e ao aumento do valor agregado dos produtos.

Entre as frentes em negociação, estão a abertura ou ampliação de acesso a mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia. A expectativa é que o avanço nessas praças reforce a estratégia de diversificação de destinos e maior sofisticação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de poucos compradores e fortalecendo a posição brasileira no comércio internacional de proteínas.

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