Homem é preso em Formiga após usar Pix de R$ 0,01 para descumprir medida protetiva
Suspeito de 34 anos enviou diversas transferências à ex-companheira, usando o campo de mensagens para tentar restabelecer contato mesmo após ordem judicial que proibia aproximação
14/01/2026 às 09:25por Redação Plox
14/01/2026 às 09:25
— por Redação Plox
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A Polícia Civil prendeu, na manhã de segunda-feira (12), em Formiga, um homem de 34 anos por descumprir uma medida protetiva de urgência que o impedia de se aproximar ou manter contato com a ex-companheira, de 49 anos. Segundo as investigações, ele passou a usar transferências via Pix de R$ 0,01 como forma de comunicação com a vítima.
De acordo com o relato da mulher, no dia 25 de dezembro, Natal, o homem, com quem teve um breve relacionamento, começou a enviar diversas transferências, cada uma acompanhada de uma mensagem. Ela entregou à polícia cerca de 15 comprovantes das transações e afirmou ter se sentido constrangida, perturbada e com medo.
Segundo a Polícia Civil, o investigado já tinha registros de ameaça e injúria no contexto de violência doméstica, além de medidas protetivas concedidas anteriormente em favor da vítima e de outra mulher.
O investigado mandou 15 pix de um centavo para fazer contato com a ex
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Pix vira ferramenta para tentar contato com vítima
Em imagens cedidas pela Polícia Civil, o homem aparece usando o campo de mensagem das transferências para pedir que a ex-companheira retomasse o diálogo. Nas mensagens, ele mencionava presente de Natal e dizia querer resolver o que classificava como um problema entre os dois.
As transferências continham textos enviados junto ao valor de R$ 0,01. Trechos que poderiam identificar a vítima foram censurados. Entre as frases encaminhadas estavam pedidos para conversar, elogios e tentativas de reaproximação, reforçando o caráter insistente da abordagem.
O Pix, que deveria ser apenas um meio de pagamento, acabou sendo utilizado como instrumento para violar a decisão judicial e manter contatos indesejados com a vítima.
Mensagens destacam insistência e constrangimento
Nas mensagens enviadas junto às transferências bancárias, o homem alternava entre declarações, apelos emocionais e tentativas de justificar sua conduta. A vítima relatou que o volume e o teor das comunicações a deixaram em situação de medo e profundo desconforto.
O envio das mensagens em série, no dia de Natal, intensificou o sentimento de constrangimento da mulher, que já havia acionado a Justiça anteriormente para obter proteção contra o investigado. Ela registrou a denúncia no dia 26 de dezembro, apontando o descumprimento da ordem judicial que proibia qualquer tipo de contato.
Investigado já tinha histórico de violência doméstica
Conforme a Polícia Civil, o homem possuía antecedentes de ameaça e injúria em contexto de violência doméstica. Medidas protetivas já haviam sido concedidas não apenas para a atual vítima, mas também para outra mulher, reforçando o histórico de comportamento agressivo e desrespeito a determinações judiciais.
A corporação apurou ainda que ele recorreu ao Pix porque já estava bloqueado em aplicativos de mensagens e redes sociais da ex-companheira. Mesmo impedido pela Justiça, o investigado procurou novas formas de violar a medida protetiva, o que motivou a abertura de inquérito específico.
Prisão preventiva é decretada após inquérito
Após receber a denúncia e reunir os comprovantes das transações, a Polícia Civil instaurou inquérito e solicitou a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi aceito pela Justiça, e o mandado foi cumprido na manhã de segunda-feira (12).
Durante a ação, o homem tentou resistir à prisão, obrigando os policiais a utilizarem força moderada para contê-lo. Depois dos procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.