Governo testa Simone Tebet para disputar governo de São Paulo em 2026
Pesquisa privada com mil eleitores paulistas anima aliados de Tebet e Alckmin, mas atual governador Tarcísio de Freitas ainda lidera cenários; ministra teria de mudar domicílio eleitoral e de partido para viabilizar candidatura
14/01/2026 às 10:29por Redação Plox
14/01/2026 às 10:29
— por Redação Plox
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Bastidores do governo federal apontam que o nome da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, passou a ser testado de forma organizada como possível candidata ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2026 em São Paulo.
Simone Tebet
Foto: Reprodução: Redes Sociais
De acordo com informações do portal Metrópoles, aliados da ex-senadora encomendaram uma pesquisa privada com mil eleitores paulistas, realizada no fim de dezembro de 2025, para medir o potencial eleitoral da ministra no maior colégio eleitoral do país. O resultado desse levantamento já circula entre integrantes do primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Bastidores do Planalto e impacto na chapa Lula-Alckmin
O estudo não ficou restrito ao círculo direto de Tebet. Outros quatro ministros considerados influentes tiveram acesso aos números, entre eles Fernando Haddad, da Fazenda, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral. Nos bastidores, o vice-presidente Geraldo Alckmin é apontado como um dos mais entusiasmados com a hipótese de uma candidatura da ministra em São Paulo.
Para interlocutores do governo, a eventual consolidação de Tebet no cenário paulista poderia facilitar a manutenção da chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial de 2026, ao garantir um palanque robusto no estado-chave das eleições nacionais.
A pesquisa testou seis cenários diferentes, com a ministra presente em quatro deles. Em todos os cenários em que aparece, o atual governador, Tarcísio de Freitas, mantém liderança com folga. Ainda assim, o desempenho de Tebet é avaliado como positivo por seus aliados, principalmente pela boa aceitação entre o eleitorado feminino, um dos pontos sensíveis para a atual gestão estadual.
Obstáculos partidários e mudança de domicílio eleitoral
Para que uma candidatura de Simone Tebet avance na prática, será necessário enfrentar entraves burocráticos e políticos. O primeiro movimento seria a transferência de seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo, condição básica para que ela possa concorrer no estado.
Além disso, uma troca de partido é considerada praticamente inevitável. O MDB paulista integra hoje a base de apoio de Tarcísio de Freitas e sinaliza preferência por nomes locais, como o prefeito Ricardo Nunes. Nesse contexto, ganha força nos bastidores a possibilidade de filiação de Tebet ao PSB ou até mesmo ao PT, ambos alinhados ao governo federal.
O prazo legal para definir novo domicílio eleitoral e eventual mudança de sigla vai até 4 de abril do ano da eleição. Essa janela estreita pressiona as articulações e pode acelerar decisões estratégicas.
Mesmo diante de resistências de lideranças paulistas, que exploram sua origem sul-mato-grossense como argumento contrário, aliados lembram que a atuação de Tebet em Brasília e sua participação como candidata à Presidência da República em 2022 deram à ministra projeção nacional suficiente para disputar espaço em São Paulo.
Cenários sem Tarcísio e espaço para Tebet liderar
O levantamento também mediu um cenário em que Tarcísio de Freitas não tenta a reeleição e se lança à corrida presidencial em 2026. Nessa hipótese, Simone Tebet aparece na frente de outros nomes da política paulista, como Gilberto Kassab, Ricardo Nunes e a deputada Erika Hilton, assumindo protagonismo na disputa estadual.
A pesquisa, elaborada para consumo interno e não registrada no Tribunal Superior Eleitoral, é descrita como tecnicamente rigorosa e traz margem de erro de três pontos percentuais. Os números indicam que, mesmo rotulada como “estrangeira” por adversários locais, Tebet tem capital político para interferir diretamente na sucessão paulista, seja em uma candidatura ao governo de São Paulo ou em uma eventual disputa ao Senado.