Criança vai comprar açaí de R$ 24 e mãe é surpreendida com cobrança de R$ 650 no cartão
Segundo a representante comercial Sanny Miranda, o filho de 11 anos comprou dois copos na orla e a compra apareceu parcelada em duas vezes de R$ 325; família registrou BO e Polícia Civil informou que vai investigar.
14/02/2026 às 14:52por Redação Plox
14/02/2026 às 14:52
— por Redação Plox
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A representante comercial capixaba Sanny Miranda, de 43 anos, levou um susto ao abrir a fatura do cartão de crédito, nesta quarta-feira (11), e descobrir que a compra de um açaí feita pelo filho de 11 anos, na orla da Praia de Itapuã, em Vila Velha, saiu por R$ 650.
Criança sai para comprar açaí de R$ 24, e mãe recebe fatura de R$ 650 parcelado em duas vezes. Caso aconteceu em Vila Velha, no Espírito Santo
Foto: Reprodução
Segundo ela, o vendedor informou à criança que o valor seria de R$ 24, referentes a dois copos de R$ 12 cada. No entanto, o total digitado na maquininha foi mais de 27 vezes maior do que o combinado.
A gente mora em frente de onde o vendedor estava, meu filho desceu acompanhado da irmã e de um amigo, e atravessou a rua. Eu entreguei o cartão para ele comprar dois copos e acabou que foi cobrado R$ 650, dividido em duas parcelas
disse a mãe.
A compra foi realizada no dia 8 de janeiro, mas o problema só foi percebido agora, quando Sanny identificou na fatura a cobrança da primeira parcela, de R$ 325.
Mãe suspeita de má-fé e tenta localizar vendedor
De acordo com a representante comercial, nem ela nem o filho solicitaram a via impressa do comprovante da compra. Não era a primeira vez que o menino saía com autorização para usar o cartão da mãe em pequenas compras, com valor já estimado.
No mesmo dia, pouco antes de adquirir o açaí, o garoto havia ido ao calçadão comprar um refrigerante, sem qualquer problema na cobrança.
Sanny acredita que o ambulante se aproveitou do fato de estar lidando com crianças para aplicar o golpe. Para ela, o valor muito acima do combinado e o fracionamento em duas parcelas indicam intenção de enganar.
Imagens de câmeras de segurança do prédio onde a família mora registraram o momento em que o menino, de camisa azul, saiu para fazer a compra no calçadão. O caso ocorreu em Vila Velha, no Espírito Santo.
Evento na orla e dificuldade para identificar o ambulante
Na noite em que a compra foi feita, acontecia um evento na praia, o que atraiu grande público e também muitos trabalhadores ambulantes para a região.
O nome fantasia da empresa que aparece na fatura, vinculado à cobrança feita pelo vendedor, não corresponde a nenhum comerciante visto rotineiramente na praia, segundo a mãe.
Sanny foi à Prefeitura de Vila Velha em busca de informações sobre o cadastro de ambulantes que atuaram no local naquele dia, mas, até o momento, não conseguiu acesso aos dados.
Cartão não foi estornado e caso virou ocorrência policial
Ao entrar em contato com o banco, a mãe foi informada de que a cobrança não poderia ser cancelada porque a transação foi feita presencialmente. A família decidiu então registrar um Boletim de Ocorrência (BO).
Sanny relatou que vem tomando diversas medidas para tentar reverter a situação, como consulta às imagens das câmeras do prédio e buscas por informações oficiais sobre o ambulante. Ela também mantém a expectativa de reaver o dinheiro.
Criança sai para comprar açaí de R$ 24, e mãe recebe fatura de R$ 650. Câmera de segurança do prédio registrou momento em que o menino (de camisa azul) saiu para fazer a compra no calçadão. Caso aconteceu em Vila Velha, no Espírito Santo
Foto: Reprodução
Polícia investiga e orienta consumidores
A Polícia Civil confirmou que a vítima registrou a ocorrência e informou que vai trabalhar para identificar e responsabilizar os suspeitos. Quem tiver informações que possam ajudar nas investigações pode colaborar, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181.
A orientação em casos semelhantes é que o responsável legal procure imediatamente a operadora do cartão para contestar a cobrança e reúna todos os documentos possíveis que comprovem o valor informado no momento da compra, como comprovantes, registros de mensagens ou imagens do local.
Também é recomendável registrar um BO para que o fato seja formalmente apurado pelas autoridades competentes.