Amiga adolescente acusa ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso de tortura com arma de choque no DF

Boletim de ocorrência relata descargas por cerca de 10 minutos dentro de carro no Park Way; jovem também denuncia episódio em que teria sido forçada a beber vodca no Jockey Club

14/02/2026 às 12:09 por Redação Plox

Relatos de uma amiga do ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, acusado de agredir e matar o adolescente Rodrigo Castanheira, de 16, revelam novos episódios de violência atribuídos a ele. A jovem, que tinha 17 anos à época, contou que foi torturada com uma arma de choque por cerca de 10 minutos, enquanto implorava para que as agressões cessassem.


Jovem diz ter sido submetida a descargas elétricas por cerca de 10 minutos dentro de carro enquanto o ex-piloto ficava rindo

Jovem diz ter sido submetida a descargas elétricas por cerca de 10 minutos dentro de carro enquanto o ex-piloto ficava rindo

Foto: Reprodução/Redes Sociais


De acordo com boletim de ocorrência registrado na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), o episódio teria ocorrido entre julho e agosto de 2025, dentro do carro de um amigo, estacionado em frente a um condomínio no Park Way (DF). Estavam no veículo a vítima, a esposa de Turra e outros dois amigos.

A adolescente relatou que Turra e um amigo haviam saído do carro e começaram a “brincar de dar choques” um no outro, prática que, segundo ela, seria comum no grupo.

Em seguida, esse amigo teria retornado ao veículo, fechado portas e janelas, deixando apenas a janela do lado em que a jovem estava aberta. A partir desse momento, segundo o relato, o clima mudou.

Ela afirmou que percebeu que “algo ruim iria acontecer” e tentou sair do banco de trás para o da frente, mas teria sido impedida pela esposa de Turra. Na sequência, conforme a ocorrência, o ex-piloto passou a aplicar descargas elétricas contra a vontade dela.

A jovem disse que começou a chorar e a pedir que ele parasse. Mesmo assim, Turra teria aplicado choques nos seios, na barriga e nas pernas. Ela contou que informou estar com cólicas menstruais e que não queria receber as descargas, mas, ainda assim, ele teria dado choques em seu ventre.

Segundo o relato, a adolescente entrou em desespero e passou a implorar, aos prantos, para que ele parasse, enquanto o ex-piloto apenas ria e continuava a dar choques nela.

Ela relatou ainda que, durante as descargas, sentiu uma dor forte na perna esquerda e acredita que tenha estourado uma veia naquele momento, pois permanece com uma marca no mesmo local.

Só parou com as descargas elétricas quando a arma de choque ficou descarregada.

vítima

A adolescente afirmou que tentou ligar para a mãe durante o episódio, mas teve o celular tomado das mãos pela esposa de Turra. As descargas teriam durado cerca de 10 minutos, deixando dores físicas e abalo emocional.

Ela disse ainda que não registrou ocorrência na época porque teria bloqueado as memórias traumáticas. A jovem afirmou que só conseguiu se recordar dos fatos em dezembro de 2025, após iniciar acompanhamento terapêutico, o que a motivou a formalizar a denúncia.

Segundo o relato, a vítima declarou também que Turra sempre teve o “mau hábito de dar choques” em integrantes do grupo, mas que parecia preferir aplicar as descargas nela por ser, na visão dele, a pessoa mais vulnerável.

Vítima relata que foi forçada a beber vodca

Os relatos são da mesma jovem que denunciou ter sido obrigada por Turra a ingerir vodca durante uma confraternização realizada no Jockey Club, em 7 de junho de 2025.

Segundo o boletim de ocorrência, a adolescente era amiga de infância da esposa do acusado e, por isso, passou a conviver com o grupo de amigos dele.

Durante a festa, Turra teria insistido para que ela consumisse bebida alcoólica. Mesmo após a negativa, ele teria pedido que outras pessoas segurassem o braço da jovem.

Ainda conforme o relato, ela resistiu, mas acabou sendo encurralada em um canto do evento. Nesse momento, o autor teria ordenado: “Abre a porra da boca” e introduzido a vodca à força.

Após a agressão, o piloto e a esposa teriam deixado a vítima sozinha no local. À época dos fatos, o autor já era maior de idade.

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